Numa carreira acidentada – dois dos oito competidores não completaram o percurso -, Or Noir levou a melhor no Grande Prêmio João Borges Filho (G2). A carreira, a mais importante do país na semana e atração principal da reunião deste domingo, 16 de setembro, no Hipódromo da Gávea, foi realizada em 2.400 metros, pista de grama macia.
Voluntarioso, Olimpo pulou na dianteira, com Or Noir, Deep End e Bom Gosto em seu encalço. El Zorro, Céu de Brigadeiro, Sammy e Noite Grande vinham na sequência. Na primeira passagem pelo espelho, Vagner Borges começou a sofrear o favorito Olimpo e olhar insistentemente para seu pé direito. Na curva do hospital o piloto abandonou a carreira. Olimpo resolutamente assumiu a dianteira, enquanto Or Noir e Deep End corriam próximos. El Zorro, Sammy, Céu de Brigadeiro e Noite Grande vinham depois. Quase na grande curva, o lote “agarrou-se”, mas ainda era Bom Gosto o líder do pelotão. Sammy melhorava, assim como El Zorro.
Em plena reta final, Or Noir partiu para cima de Bom Gosto, que resistia bravamente. Arrancado por fora, na última colocação, Noite Grande quando começou sua atropelada, sentiu gravemente e lançou Valdinei Gil ao solo. Depois de tantos percalços, Or Noir dominou Bom Gosto e colou na cerca interna. Sammy progredia a olhos vistos, mas na hora em que vinham com mais ímpeto, abriu e foi quase a meio de raia. Alinhado por Ângelo Márcio Souza, o castanho voou para cima de Or Noir, porém, na energia de Wesley da Silva Cardoso, melhor para o cavalo de Alfredo Grumser. Sammy formou a dupla em ótima performance. Bom Gosto esmoreceu, porém numa pista menos pesada, voltou a correr bem, terminando em terceiro. Céu de Brigadeiro e El Zorro completaram o marcador remunerado, com Deep End finalizando descolocado.
Trazido do Centro de Treinamento Vale do Itajara em forma alvissareira pelo consagrado Venâncio Nahid, Or Noir é um 4 anos, filho de Soldier Of Fortune e Années Dorées, por Mensageiro Alado, de criação e propriedade para o Haras Doce Vale. Na sua segunda vitória, a primeira na esfera nobre, Or Noir passou a milha e meia em 2min31s28.
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por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli













