Estatísticas Finais 2017/2018
(Milton Lodi)
As estatísticas dos quatro principais clubes promotores de corridas do Brasil não trouxeram grandes novidades, mas como sempre há boas surpresas:
Rio de Janeiro
– Criadores: 1º Haras Santa Maria de Araras, 2º Haras Anderson, 3º Haras São José da Serra. Através dos muitos anos, o Araras segue como o haras mais importante, como líder nacional inconteste. Suas fêmeas, muito bem selecionadas, correm bem e depois como reprodutoras mantem o altíssimo padrão de qualidade. O Anderson prova a cada ano a sua generosidade e importância. O São José da Serra voltou às lideranças brilhantemente, tem ótimo padrão técnico, é um habitual produtor de animais clássicos. Vale lembrar que o Araras cria em Bagé, RS, e com um ano de idade os produtos vão para a seção do Paraná para concluir a fase de desenvolvimento. O Anderson é de Bagé, RS, e o São José da Serra, do Paraná.
– Proprietários: 1º Haras Regina, 2º Haras Santa Maria de Araras, 3º Haras do Morro. O Regina colheu os resultados de permanentes investimentos, tanto na criação como em compras em leilões e fora deles. As inteligentes práticas deram-lhe uma invejada liderança entre os proprietários. O Araras como sempre fortemente presente nas estatísticas. O Haras do Morro surpreendeu favoravelmente, ganhou muito, foi um ótimo 3º.
– Treinadores: 1º Roberto Solanés, 2º Dulcino Guignoni, 3º Ad.Menegolo. Essa vitória de Roberto Solanés foi certamente a primeira de muitas. É o treinador mais moço entre os grandes, e a sua vitória, embora por muito pequena diferença sobre o campeoníssimo Dulcino, diz bem de suas qualidades. Menegolo, sempre participando com êxito inclusive nas provas clássicas, mostrou mais uma vez as suas altíssimas qualidades.
– Jóqueis: 1º V. Borges, 2º Leandro Henrique, 3º V. Gil. Esses três, tiveram uma árdua missão, pois para conseguir sobressaírem-se de um dos grupos melhores e mais qualitativos do turfe brasileiro receber muitos esforções e qualidades. V. Borges foi um excelente aprendiz, nas lideranças de estatísticas desde os tempos que frequentava a Escola de Jóqueis do JCB. L. Henrique é um pernambucano muito competitivo e muito potencial físico. V. Gil é simplesmente extraordinário, quando corre só para ajudar os seus conduzidos sem pretender prejudicar os seus concorrentes. Essa categoria só apontando os três primeiros, deixa de lado ótimos como C. Lavor, W.S Cardoso, M. Almeida e mais uns tantos.
– Reprodutores: 1º Wild Event, 2º Drosselmeyer, 3º Put-It-Back. Se acrescentássemos mais o nome do japonês Agnes Gold teríamos os quatro garanhões mais desejados pelos criadores nos leilões de coberturas. A lamentar a morte, com 24 anos de idade, do maravilhoso Wild Event, cujo últimos filhos estão em fase de gestação, no Araras.
– Avôs Maternos: 1º Roi Normand, 2º Wild Event, 3º Know Heights. Roi Normand é o segundo maior nome nessa categoria em toda a história do turfe brasileiro, atrás apenas do fenomenal Ghadeer, Wild Event dispensa maiores comentários, é o maior nome da criação brasileira nos últimos tempos. Know Heights cumpre bem o seu objetivo, que é o de se dar perspectivas de maiores distancias, quando mais seletivos e bem remunerados são os páreos em nosso país.
São Paulo
– Criadores: 1º Haras Philipson, 2º Old Friends, 3º Haras Cifra. O Philipson vem se apresentando cada vez melhor através dos últimos anos. O Old Friends é um veterano produtor de animais de muito boa classe. O Cifra, além de ótimos resultados, apresenta a continuação do fundador Cyro Frade, que montou desde há muitos anos, no Paraná, um haras muito competitivo.
– Proprietários: 1º Haras Philipson, 2º Stud Nova República, 3º Haras Rio Iguassú. O Philipson habitualmente não vende os seus produtos, acredita em sua criação, e obtém ótimos resultados. O Nova República investe bem, e o seu 2º lugar é honroso. Rio Iguassú é de Paulo Pelanda, o Presidente do Jockey Club do Paraná que, com a colaboração do que há de melhor no quadro social do clube, está aos poucos conseguindo livrar os sérios malefícios de um grupo administrativo do que há de pior em todos os termos.
– Treinadores: 1º V.S Lopes, 2º M. André, 3º W.G Tosta. Foi um resultado justo, premiando aqueles de realmente se destacaram. O 3º W.G Tosta é uma boa representação da família Garcia no turfe brasileiro e especialmente paulista. O G é Garcia, da família que nos deu Dendico, Walfrido, Jorge, e mais uns tantos que marcaram suas épocas, e que continuam a abrilhantar as corridas.
– Jóqueis: 1º A.L Silva, 2º V. Leal, 3º Jeane Alves. O vencedor travou um emocionante duelo com V. Leal, e venceu por méritos. A.L Silva é um bom jóquei. V. Leal também é bom, e já mostrou que Cidade Jardim é a sua “casa”. Jeane Alves, a líder da estatística anterior manteve-se em boa evidencia.
– Reprodutores: 1º T.H Aproval, 2º First American, 3º Tiger Heart. O garanhão do Haras Philipson obteve outra justa vitória. O 2º foi o First American, que infelizmente morreu recentemente. O 3º foi o norte-americano Tiger Heart, que tem domicílio no Paraná.
– Avôs Maternos: O grande Roi Normad foi o vencedor, seguido por Yagli, de importação do nosso melhor agente internacional Samir Abujamra. O 3º colocado foi o inglês Crimson Tide, adquirido na Inglaterra em leilão pelo criador e proprietário Luis Antonio Ribeiro Pinto (Haras São Franciso da Serra), que além de ótimo pai e avô, é o pai do tríplice coroado Plenty of Kicks, que já deu um vencedor clássico.
Paraná
– Criadores: 1º Araras, 2º Cifra, 3ºCoudelaria Baptista. O Araras mais uma vez presente, o bom Cifra em bom 2º.
– Proprietários: 1º Haras Rio Iguassú de Paulo Pelanda, em 2º Stud 11 e em 3º o sempre presente Haras Cifra.
– Treinadores: 1º A.B. Pereira, em 2º M.F Gusso, em 3º A. Menegolo Neto. Representam famílias tradicionais no Paraná.
– Jóqueis: 1º V. Rocha, 2º Z.M Rosa, e em 3º V.S Paiva.
– Reprodutores: Em 1º Pioneering, 2º Tiger Heart e em 3º Public Speaker. Esses três primeiros são norte-americanos.
– Avôs Maternos: Em 1º Ministrel Glory, em 2º Dodge, em 3º Ghadeer (ainda ele)
Rio Grande do Sul
– Criadores: 1º Haras Maluga, 2º Haras Capela Santana, 3º Haras Ponta Porã. O Maluga, apesar de ter produtos correndo e vencendo em Maroñas, conseguir uma bonita vitória.
– Proprietários: 1º Stud Casablanca, 2º Haras Malura, 3º Coudelaria FBL.
– Treinadores: 1º L. Arias, 2º H. P. Machado, 3º C. A. Moura.
– Jóqueis: 1º M.B Souza, 2º C. Farias, 3º L. Costa.
– Reprodutores: Benny the Bull, 2ºArambaré e em 3º Inexplicable.
–Avôs Maternos: 1º Vettori, 2º Exile King, 3º Wild Event.
Foram esses os nomes que se destacaram, no turfe brasileiro na temporada turfística de 2017/2018.
