Notícias Turfísticas Internacionais (Milton Lodi)
Na Inglaterra, surgiu uma forma ou treinamento de potros inéditos que trabalhariam sem jóqueis. Em uma raia com aproximadamente 1.500 metros, coberta, os inéditos galopariam a uma velocidade média de 48Km/H controlados por uma máquina inspirada e projetada por engenheiros que fabricam montanhas russas. Essa idéia, a de fazer os potros iniciantes trabalharem sem a participação de jóqueis surgiu da razoável quantidade de potros que se lesionam nos iniciais preparativos. Em outras palavras a incompetência de muitos treinadores resultaria em danos físicos aos potros em suas fases de iniciação em trabalhos inadequados nas pistas. Muitos potros seriam forçados antes do devido momento e com isso adviriam problemas físicos muitas vezes definitivos. A falta de sensibilidade de muitos treinadores na fase inicial de preparação dos potros seria a responsável pelo surgimento dessa idéia, que embora de execução muito cara deveria resultar num desejado processo de paulatino progresso na “construção” física dos potros. É uma novidade que, imagino eu, poderia ser substituída por uma melhoria técnica por parte dos treinadores que de um modo geral abusam dos animais submetendo-os a rigores desmedidos.
O jóquei brasileiro João Moreira iniciou-se no JCPR e logo seguiu para o JCSP onde rapidamente liderou o setor de jóqueis, foi para o exterior montou na Argentina, França, nos Emirados Árabes e acabou por fixar-se em Hong Kong, a convite depois de vencer todos os 7 páreos em que participou em um programa de 8. Em Hong Kong é um jóquei campeão e a cada ano supera o seu recorde. Na temporada de 2017, 169 vitórias, uma a mais que o seu próprio recorde no ano anterior. Para que se tenha uma idéia da dimensão do feito, basta dizer que o 2º colocado acumula 103 vitórias. É por muitos considerado o melhor jóquei do mundo, e costuma ser convidado para meetings especiais na Austrália e no Japão.
O jóquei brasileiro Manuel Nunes venceu o Derby de Singapura de 2017. Retornando às pistas após período de recuperação de problemas físicos, mostrou grande categoria ao vencer um seleto lote de 15 competidores. O cavalo por ele montado foi Infantry.
O Jockey Club nos Estados Unidos, que é o equivalente ao nosso Stud Book, informou que em 2015 foram cobertas 36.694 éguas por 1923 garanhões, que resultaram em 21.991 potros vivos, representando um percentual muito baixo, de 59,49%. A estimativa era da ordem de 90%. Em 2016, segundo os registros, nasceram 22.164 produtos vivos. As coberturas de 2016 estão projetadas para 22.500 produtos. O número de garanhões diminuiu em 8,6%, e o número de éguas caiu em 0,7%.
A vitória de Saxon Warrior no Racing Post Trophy (Gr. 1), na Inglaterra, chamou a atenção por diversos motivos. Além de símbolo mor da interessantíssima guinada oriental da Coolmore, junto ao excepcional Deep Impact, o potro japonês rendeu feito dos mais expressivos ao treinador Aidan O´Brien. Dono de um currículo impressionante, o treinador irlandês bateu o recorde de vitórias em Gr. 1 conseguidas num único ano: em 2017, nada menos do que 26 provas de graduação máxima foram vencidas por pensionistas de O´Brien. Aos 48 anos, O´Brien coleciona troféus dos mais cobiçados páreos do turfe internacional. Discreto e notabilizado pelo extremo profissionalismo, mostra-se peça fundamental no sucesso obtido pelo triunvirato da Coolmore, Derrick Smith, Susan Magnier e Michael Tabor. Após isso Aidan O´Brien veio ainda a vencer importantes provas de Grupo, duas, inclusive na Breeder´s Cup Turf em 2.400 metros no Hipódromo de Del Mar nos Estados Unidos
