Os produtos nascidos em 2014 buscam a vitória na importante prova para tentar a árdua tarefa de ser Tríplice Coroado. E não é fácil vencer em pouco menos de 60 dias em três distâncias diferentes – 1.600 (GP Estado do Rio de Janeiro G1); 2.000 (GP Francisco Eduardo de Paula Machado G1); e 2.400 metros (GP Cruzeiro do Sul – Derby G1) – enfrentando os melhores valores da Geração.
Se em 2017 o GP Estado do Rio de Janeiro (G1), a 1ª Etapa da Tríplice Coroa de Produtos, que corresponde aos 2000 Guinéus, primeiro grande teste na milha dos 3 anos, criado pelos ingleses e adotado por todo o mundo do turfe, teve um campo equilibradíssimo e com 18 competidores, este ano serão oito concorrentes e um grande favorito, o invicto Filght Time. Todavia, ótimos e promissores valores estão anotados e o desfecho promete ser emocionante.
Conheça, abaixo, um pouco mais sobre os oito concorrentes que começam a corrida em 2018 para colocar seu nome ao lado dos doze Tríplices Coroados na Gávea: Talvez! 1940; Criolan 1941; Quiproquó 1952; Timão 1955; Escorial 1959; African Boy 1979; Old Master 1984; Itajara 1987; Groove 1996; Super Power 2000; Plenty Of Kicks 2012; e Bal A Bali 2014:
Highlander Again (Dubai Dust e Que Bella Noche, por Redattore) – Haras Fronteira P.A.P./ Stud Caio – L.C. Costa/ Vagner Borges – Tem duas vitórias e quatro colocações – 2º nos GGPPs José Paulino Nogueira e José Buarque de Macedo e 3º no GP Mario de Azevedo Ribeiro, todos de G3, em oito apresentações. Vem de segundo no trial, tem na regularidade o seu ponto forte e corre com chance.
Flight Time (Put It Back e Quanto Carina, por Wild Event) – Haras Santa Maria de Araras/ Black Opal Stud – Roberto Solanés/ Ângelo Márcio Souza – Invicto através de três performances de encher os olhos, a principal em dezembro de 2017 no GP Frederico Lundgren (G3), o filho da fantástica Quanto Carina é o principal nome da competição. Dono de impressionante poderio locomotor, só sua presença já vale a presença do turfista no prado. Numa abertura de Coroa e carreira de G1, mais ainda.
Juan Manuel Fangio (Rock Of Gibraltar e Chinatown Lady, por Durban Thunder) – Haras Figueira do Lago – Venâncio Nahid/ Valdinei Gil – Correu sete vezes para vencer uma e colocar-se em cinco oportunidades – 2º no GP Conde de Herzberg (G2) e 3º no GP José Buarque de Macedo (G3). Potro levado com muita fé por seu staff, precisa ser colocado entre os principais nomes da prova.
Arrocha (Pounced e Avon Lady, por Signal Tap) – Haras Estrela Nova – Roberto Solanés/ Marcos Mazini – Único ganhador de G1 do campo – GP Linneo de Paula Machado, venceu o Clássico Sandpit (L.) e tem um ótimo terceiro no GP Derby Paulista (G1). É o de melhor e mais profícua campanha entre os inscritos e tem categoria para superar “a descida” da milha e meia para a milha.
Or Noir (Soldier Of Fortune e Anées Dorées, por Mensageiro Alado) – Haras Doce Vale – Venâncio Nahid/ Wesley da Silva Cardoso – O menos corrido do campo, com apenas três saídas. O animal de Alfredo Grumser tinha dois quartos lugares nos GGPPs Jockey Club Brasileiro (G1) e José Paulino Nogueira (G3) e ficou seis meses fora das raias. Voltou em novembro vencendo facilmente uma eliminatória e surge como uma das grandes encrencas para o favorito Flight Time.
El Zorro (Drosselmeyer e Love Tune, por Our Emblem) – Stud TNT/ Stud BL – Venâncio Nahid/ Leandro Henrique – Possui duas vitórias – Clássico Ghadeer (L.) e duas colocações – 3º GP Linneo de Paula Machado (G1) e 4º no Clássico Sandpit (L.). Tinindo e melhorando a cada performance é mais um que estava correndo distâncias mais alentadas e volta à milha. Classe não lhe falta para cruzar o disco na frente.
Quarteto de Cordas (Rock Of Gibraltar e New Hampshire, por Punk) – Beverly Hills Stud/ Haras do Morro – L.C.Costa/ Waldomiro Blandi – O dono do maior número de triunfos no campo, cinco – o principal no GP José Buarque de Macedo (G3), a preparatória para esta prova, e ainda colocou-se em cinco provas – 5º no GP Frederico Lundgren (G3); 3º Clássico Ernani de Freitas (L.); e 4º no Clássico Itajara (L.), num total de onze saídas. Melhora todo dia e convém coloca-lo entre os principais competidores.
Red Spirit (Public Purse e Tieta, por Torrential) – Stud Mesqueu – José Antônio Lopes/ Carlos Lavor – Animal de grande regularidade venceu duas e colocou-se em cinco páreos – 2º no GP Frederico Lundgren (G3), atuando sete vezes. Foi terceiro no Frederico Lundgren, mas com a desclassificação de Kingvic, assumiu o segundo posto, correndo muito bem. Pule alta possível.
por Fernando Lopes – fotos: Gerson Martins & Sylvio Rondinelli
