Só mesmo o campeão Jorge Ricardo para me tirar das nababescas instalações de minha moradia na bucólica Iguabinha.
Abandonei meu cisne vermelho na piscina e minha boia de pneu de caminhão no mar calmo da pequena e aprazível praia lacustre, às margens da Lagoa de Araruama, e desci ao Rio de Janeiro para sacramentar a vinda do botafoguense Ricardo para tornar-se recordista mundial de vitórias na Gávea.
Antes de meu período de férias, liguei do meu já famoso orelhão na Praça Varnhagem para Ricardo e disse-lhe da ideia de trazê-lo ao Hipódromo Brasileiro, para que na sua CASA, ele chegasse ao tão sonhado recorde mundial.
O campeão ponderou que precisaria de um meio termo com os burreros argentinos que o idolatram dia após dia por essa conquista tão almejada. Pedido de Jorge Ricardo é uma ordem.
Após sua passagem no fim de semana pelo prado carioca, FOI BATIDO O MARTELO e, quando estiverem faltando três (no máximo quatro) vitórias – no momento são doze, Ricardo possui 12.832 triunfos – para as 12.844 de Russel Baze, Ricardo virá ao Jockey Club Brasileiro para, numa festiva e inesquecível reunião, igualar a fantástica marca.
Em seguida, o piloto irá retornar Argentina e lá quebrará o recorde, isolando-se no topo da estatística mundial de pilotos.
Treinadores, preparem suas barbadas porque ser parte do recorde mundial de vitórias do maior ídolo do nosso esporte é uma oportunidade única e imperdível.
Agora, deixem-me aproveitar meus últimos sabáticos dias na minha querida Iguabinha visando retornar tinindo para um proveitoso ano de labuta em 2018
por Almeidinha, o Gordinho do Paddock
