Aconteceu…
SEXTA-FEIRA (03.03.2017)
Leodegrance é grandalhão, pesadão, demora a embalar, mas quando o faz passa na frente. Corrido na terceira colocação, observou de perto os primeiros, Free Being e Keiser Max. Na reta, atropelou junto com Keli Start. Mesmo “correndo por seções”, como bem pegou o locutor Thiago Guedes na transmissão, Leodegrance engrenou. Dominou o ponteiro, que era Keiser Max, e escorou bem o ataque de Idolo Pop para vencer a segunda de sua campanha. Keiser Max esmoreceu e ficou em terceiro, pouco à frente de Keli Start. Direção enérgica de Igor Ribeiro Mendes (está ficando especialista em abrir ou fechar a semana de turfe na Gávea) na sua única montaria do dia no animal de Sinval Domingues de Araújo, apresentado com perfeição por Zenilton Barbosa.
Uma das boas indicações da reunião, Jeca do Mato não deu susto. Acompanhou em segundo o ritmo imposto por Jutta e na reta tomou conta da situação, sem jamais ser ameaçado. Joe King formou a dupla. Além de fazer muitas manhas na reta, sempre atirando-se para dentro, o defensor do Haras Deserto quase subiu nas patas dos adversários na variante. Ganha na volta. Muriel Silva Machado esteve impecável no dorso do castanho treinado por Roberto Soares da Silva e de propriedade para o Stud Vadeco.
A carreira, que se desenhava de ritmo intenso pela presença de algumas éguas ligeiras, na partida foi decidida. Wrist Giant largou escapada e Cara Mari com bastante atraso. Em forma e galopando sem ser incomodada, Wrist Giant floreou e teve fôlego para resistir, sem luta, ao tropel de Aragonita Sarge, a segunda colocada. A favorita Midia Digital chegou a dar fila, mas pulou no mesmo lugar e ficou em terceiro. Boa direção do aprendiz Mateus Bruno e treinamento caprichado do “Malvadão”, Manoel Renato Lopes na tordilha de Renato Bender Castro.
Ângelo Márcio Souza tanto insistiu que a passagem pela cerca interna com Datolita apareceu. O páreo ia sendo perdido, mas a estrela dos grandes jóqueis brilhou e a égua do Stud Duplo Ouro encontrou caminho livre para conseguir o triunfo. Vitória seguida para Manoel Renato Lopes. Destaque para a veterinária Daniela Bartoli, responsável pelos ganhadores das quatro primeiras provas. Pouco tempo atrás Dani pediriqa música na Tv Turfe e ainda ficaria com uma vitória de crédito. Cafeteria chegou voando para formar a dupla. Olympic Evergreen deu pinta de ganhar a reta toda, porém terminou em terceiro.
Jaguaré vinha de firme triunfo e confirmou a boa forma, emplacando o replay. Acionado pelo ótimo Wesley da Silva Cardoso, o defensor do Stud Blue Mountain tomou conta do páreo nos trezentos finais e veio até o disco na ponta, mesmo atacado por Jan, que formou a dupla. Treinamento do ganhador para Marcos Ferreira. Xiclete floreou na frente, mas “parou com vento”, terminando descolocado.
Em forma excelente, Heleno entrou na reta em quarto com ação de ganhador. Na tocada de Francisco Chaves, o pupilo de Pedro Lima engrenou, passou um a um dos concorrentes e colocou mais uma vitória em seu turf-record, a terceira. O animal do Stud Allstar Brasil superou Ilvyrrhythm, que ponteou o páreo e só se entregou nos metros derradeiros, em boa performance. Mais uma vez favorito, Emperor Sony voltou a decepcionar.
Chabry Del Mar é um cavalo muito útil. Em sua 29ª atuação conseguiu sua nona vitória. Corrido no meio do pelotão o tordilho arrancou forte para sobrepujar todos os rivais e passar na frente. Herdeiro do Futuro foi outro que veio de longe e tomou a dupla de Doce Kentucky – que ponteou um páreo cheio de animais velozes com quatro e cinco corpos de vantagem – no último pulo. Marcelo Almeida esteve perfeito pilotando o animal treinado e de propriedade de Pedro Lima (Stud Allstar Brasil). Apostados, Itauba Sarge e Hotel Du Cap terminaram fora do marcador. Itauba Sarge ainda apresentou-se na entrada da reta final, Hotel Du Cap nem isso.
Dono de uma partida curta, Buble Bee, trazido na hora exata e no momento propício por Wesley da Silva Cardoso, levou a melhor no último páreo da jornada de sexta-feira na Gávea. Omicron ponteou como quis, sempre com Diamond Sprinter na sua cola. Quando Diamond Sprinter dominou, Buble Bee surgiu com excelente ação para mais um êxito em sua campanha. Big Bad atropelou duro e quase surpreendeu Buble Bee no disco. Treinamento do ganhador, propriedade do Stud Embalagem, para Valter dos Santos Lopes.
SÁBADO (04.03.2017)
Mais atrasada do lote, Grise Et Rouge atropelou forte para levar a melhor na abertura da jornada de sábado na Gávea. Pinta de Kraque mostrou velocidade, entrou na reta “fácil” na ponta, mas acabou fazendo água e quase perdeu a dupla para Inside Job. Mateus Bruno trouxe a defensora do Stud Inter Model, treinada por Daniel Neto, na hora exata para deixar o perdedor.
Confirmando in totum seu excelente reaparecimento vitorioso, Dog Soldier emplacou o replay. Largou ligeiro, entrou na reta em primeiro, acossado por Xelim Austriaco e Olympic Field. Xelim Austriaco chegou a dominar a prova, entretanto, mostrando muita valentia, Dog Soldier voltou por dentro e chegou ao disco com meio corpo sobre Xelim Austriaco. Olympic Field terminou em terceiro e nenhum dos outros competidores chegou a ameaçar os três primeiros. Preparo perfeito de Cosme Morgado Neto no animal do Stud Pape, dirigido com energia por Anderson Ramilo. O jóquei de Olympic Field (I.R.Mendes) reclamou contra o de Xelim Austriaco (W.S.Cardoso) e esse do piloto de Dog Soldier (A.Ramilo). A CC do JCB entendeu por manter o resultado de pista.
Mais ligeiro do lote e melhor aclimatado ao CT, Quem É Quem largou e acabou. Muito bem dosado pelo agora vice-líder da estatística, Wesley da Silva Cardoso, Quem É Quem adorou os 12 metros de cerca móvel na reta final. Multishow atacou o ponteiro logo na entrada da reta final. Todavia, o animal do Stud Jife teve que sair do natural para acompanhar o veloz Quem É Quem e no final acabou esmorecendo, ficando com a dupla. Treinamento do animal do Stud Beto & Fafá, na sua décima segunda vitória na Gávea, para Ronaldo Marins Lima.
Domínio total da parelha da Coudelaria Família Monteiro, com vitória de Rebuscado e La Vai Firmina na formação da dobrada. Bobita, muito apostada, comandou as ações desde a partida. Na reta, com a rédea arrebentada, Bobita resistiu o quanto pode, mas o tropel dos animais da farda tricolor se mostrou irresistível e, nos últimos 100 metros, Rebuscado e La Vai Firmina tomaram conta das ações. Bobita ainda ficou com a terceira colocação, bastante acossada por Tototocosdemalocos. Vic Mota esteve soberba na direção do animal treinado por José Ferreira dos Reis.
Ótima a entrevista de José Ferreira dos Reis à repórter Juliana Dias. Explicou o problema do Troppo Bravo na última, falou que ia ganhar e não teve erro, primeiro ele. Acompanhou de perto o ritmo imposto por Florismundo e, com o papai do pequeno Arthur, nascido hoje, Carlos Lavor dando aula em seu dorso, Troppo Bravo conseguiu chegar ao disco em primeiro. O ganhador é defensor do Stud Guararapes. De parabéns também a Dra. Carol Regis responsável por três dos vencedores até o momento (Dog Soldier, Rebuscado e Troppo Bravo). Já pode pedir música no Fantástico…
Meia Lua voltou à direção de Bernardo Pinheiro, que a trabalha de manhã – o piloto já havia conquistado um ótimo segundo lugar com ela – e botou a segunda conquista em seu turf-record. Perseguiu a veloz D’Liane, sempre com Bernardo olhando para trás. Após tomar conta da situação, galopou firme para o disco, em êxito fácil. Speaky Mama, mesmo algo estorvada, formou a dupla. Bastante apostada e comentada, Deluge correu pouco. Ivan Brasiliense apresentou muito bem a pensionista de Maria Therezinha Lins Mattos.
Na carreira mais equilibrada da reunião, vitória para a favorita Troppo Male. Porém, da primeira à última colocada, a diferença não chegou a três corpos. Pros estudos futuros é uma “beleza”. Mais uma vez sobressaiu-se o piloto Wesley da Silva Cardoso. Livrou-se de um caixote lícito de Ignição na reta, arrumou caminho livre e trouxe, sem desistir jamais, Troppo Male para alcançar Lazona do Salso no último pulo, numa derrota de chorar da égua treinada pelo bom Osmar Loezer. Renan Peixoto Marques, treinador e proprietário, mandou sua pupila em excelente estado à raia.
Cavalo de categoria, Gladiador Acteon reapareceu de longa ausência no capricho do “Mago” Dulcino Guignoni para vencer belíssima carreira. O filho do ótimo garanhão Acteon Man assumiu a ponta na reta, mas não abriu grande vantagem. Joka Tango surgiu com disposição e emparelhou com o animal do Stud HRN. Na disposição do tricampeão Vagner Borges, Gladiador Acteon manteve pequena diferença sobre o poderoso rival até o espelho. A dupla, bastante viável, acabou “furando” a Quinexata, que tinha três bilhetes e 152 combinações. Uma pena. Ultra Veloz, a segunda força, terminou em quarto, atrás também de Angus.
Assim como Gladiador Acteon no páreo anterior, Justo Mano não atuava há mais de um ano. E, da mesma forma que o animal do Stud HRN, Justo Mano não tomou conhecimento da ausência das pistas, deu um galope de saúde e levou a melhor no encerramento da reunião. Josni Ribeiro esteve sóbrio na direção do cavalo do Haras Di Cellius, apresentado soberbamente por Luiz Esteves. Da partida á chegada, em momento algum Justo Mano deu pinta de ser derrotado. Machine Look e Rufus Gê disputaram a dupla até o disco, com vantagem para o primeiro. Jóquei de Rufus Gê, Edson Ferreira Filho reclamou contra o de Machine Look, Ilson Correa, mas a CC do JCB confirmou a ordem que cruzaram o espelho.
DOMINGO (05.03.2016)
Novamente na turma e somente contra os 3 anos, o alazão Silver Prize, praticamente de ponta a ponta, abriu a domingueira carioca com êxito firme. Enchispado pulou na frente, mas 200 metros após a largada, ao natural, Silver Prize tomou a dianteira. Na categoria e na energia de Carlos Lavor, o defensor do Stud Minion escorou de longe os ataques de Enchispado e Daytona Boy. Luiz Guilherme Feijó Ulloa apresentou com perfeição o ganhador.
Se a ausência de seis meses indicava cautela no reaparecimento de Espion Noir, a competência da sua equipe, comandada por Roberto Solanés, tranquilizava o apostador. Na pista, Espion Noir não deu susto, assumiu logo a ponta e deu as cartas até o disco, mostrando superioridade. Baccos colocou o quarto segundo seguido no seu retrospecto. Lover Of Speed fez menos manhas que na estreia, mas ainda sim deu trabalho ao seu piloto. Correndo certo, demora pouco por aqui. Henderson Fernandes mostrou tranquilidade pilotando o animal do Stud Conversa Dura.
Negro Furioso aprovou inteiramente a descida ao claiming. Largou meio frio, embalou, pegou a ponta e não deu mais impressão de ser derrotado. Vitória fácil. Adílton Marques da Silva, que conta com a importante ajuda de Bruna Baquil na captação de suas oporetunidades, montou muito bem o animal do Stud Gata da Serra treinado por Cícero Ricardo. Et Phone Home, Red Bull e Scratchaman, esse descontando bastante, chegaram a seguir.
Grand Cru mostrou predicados em sua estreia vitoriosa. Largou na frente, foi ultrapassado por Rafiq e Valente Duque e ficou em terceiro, emparelhado com Linda Nui. Fitzwilly, que largou mal era o último. Na reta, quando Rafiq e Valente Duque cansaram da briga, Grand Cru engrenou, superou os adversários e venceu fácil. Fitzwilly recuperou-se muito bem e veio tomar o segundo de Rafiq no disco. Linda Nui fez manhas na reta e não valeu sua estreia. Mais uma vez brilhou a dupla Henderson Fernandes e Roberto Solanés, só que desta feita com o potro de Black Opal Stud.
Smart Face já havia deixado boa impressão em seu recente êxito. Hoje, repetiu a dose em bela conquista. Gabelle ponteava, com Esateza em segundo e Voa Blade em terceiro. Na reta, Voa Blade esmoreceu, enquanto Esateza dominava Gabelle e dava fila de vitória. Gabelle, no entanto, reacionou por dentro. Quando a briga parecia ficar entre as duas, Smart Face surgiu com ótima ação, demorou a dominar as duas da frente, mas ainda o fez antes do espelho. Josni Ribeiro e Luiz Esteves estiveram perfeitos em suas funções para a potranca do Haras Mabruk.
Em atropelada sensacional, arrumando belas passagens, Olympic Gstaad veio pegar a Encanto da Luz “em cima do dinheiro”. Corrida no fundo do lote, a potranca treinada por Osmar Loezer arrancou com ímpeto nos 150 metros finais, passando uma a uma das adversárias, a última foi a favorita Encanto da Luz, que vinha com o páreo “mastigado”. Francisco Chaves esteve impecável na condução da defensora do Stud Lulu.
Ivanova fez atuação discreta num páreo vencido por Smart Face, que repetiu mais cedo. Hoje, na redução, a potranca do Haras Figueira do Lago andou encerrada na reta e parecia que não viria mais uma vez. Todavia, o caminho livre apareceu e Ivanova “voou baixo” para ultrapassar Valligiana, que já parecia a vencedora. Vic Mota montou com destreza a pupila de Dulcino Guignoni. Pro Fauna deu boa impressão e esmoreceu.
Correndo pela primeira vez na areia, raia em que sempre produziu ótimos exercícios desde potro, Daniel Boone impôs sua maior categoria para vencer a Prova Especial Helíaco. A carreira, uma justa lembrança do JCB a um dos mais fantásticos animais criado pela família Paula Machado e bicampeão do GP Brasil, foi disputada em 1.900 metros, areia leve, e a atração central da reunião deste domingo, 05 de março, no Hipódromo da Gávea.
Na hora da verdade, com os oito jóqueis sacudindo e convidando seus animais, Daniel Boone era o ponteiro e seu jóquei só fazia olhar por debaixo do braço, mesmo com a incômoda presença de Efervescente na segunda colocação e grudada no ponteiro. Quando a égua começou a cansar, Departure Time engrenava aberto. Pela cerca, agora exigido por Alexandre Correia, Daniel Boone abria vantagem e deixava claro que a luta seria pela dupla, pois desde a inscrição a carreira já tinha um vencedor.
Departure Time passou para segundo, descontou sobre Daniel Boone, porém sem ameaçar o triunfo do poderosíssimo rival. Em grande performance, Efervescente finalizou em terceiro, com Kawara e Questor Maximus no complemento do marcador remunerado.
Trazido do CT Araras em forma soberba e com todo o capricho do fantástico Roberto Morgado Neto, Daniel Boone é um 4 anos, filho de Wild Event e Bia Don’T Cry, por Street Cry, de criação e propriedade para o Haras Santa Maria de Araras. Na sua sexta vitória, em dez apresentações, Daniel Boone parou os relógios em 2min01s52.
Punta venceu de forma escamada um mês atrás e o fez de novo agora. Veio do fundo do lote, com seu jóquei trazendo o chicote sempre na canhota, para suplantar Cinderela no “último suspiro” como bem dizia o inesquecível Ernani Pires Ferreira. Tapera perdeu sua invencibilidade de forma digna, ponteou até os 150 metros finais e deu muita fila de vencer mais uma. Josni Ribeiro, voando, deu excelente direção na potranca do Haras Santa Rita da Serra, treinada por Fabrício Borges.
Em sua terceira vitória na reunião, Josni Ribeiro levou Bolachinha ao disco. A dupla com Hardy fez um apostador o mais novo milionário do turfe brasileiro com os 5 pontos na Quinexata. O vista limpa do agente credenciado de Irajá III apostou R$ 5.832,00 e levou para casa R$ 1.039.268,00. Kelindatrova ficou em terceiro e quase estragou a festa. Christiano Oliveira apresentou muito bem a potranca do Stud Caio.
SEGUNDA-FEIRA (06.03.2017)
Sir D’Anafer acompanhou os dois primeiros, Fiel Depositário e Floyd de perto. Na reta, quando “deu o bote”, foi fatal. Dominou os rivais e cruzou o disco na frente. Floyd formou a dupla, com Fiel Depositário e Cabo Horne na sequência. A joqueta de Floyd (Vic Mota) reclamou contra Marcelo Gonçalves, piloto de Sir D’Anafer, mas a CC do JCB, confirmou o resultado de pista. O pupilo de Antão Difante dos Santos correu sob a responsabilidade de José do Carmo Coelho.
Tinindo máximo, Love You atropelou com disposição para alcançar Bossoftheboss nos metros derradeiros. Direção inteligente de Anderson Paiva, que não bota barbada no lixo. Bossoftheboss estava tirando todos seus adversários do normal com o forte ritmo que imprimia na ponta. No meio da grande curva, entendendo perfeitamente que o rival estava na frente, Paiva já começou a “procurar” por Love You. O alazão de Fabricio Marion da Silva Severo entrou na reta embalado e conseguiu o triunfo. Se espera mais um pouco, “Inês era morta”. Ballian chegou terceiro próximo. Mais uma vez, o 2º Gerente de Jairo Borges, José do Carmo Coelho compareceu ao winners circle.
Magic Touch já entrou na reta embalado para superar os ponteiros Wordworld, Rutherford Bohr. Incomoe Zig e Corsário também logo se apresentaram. Na energia de Wesley da Silva Cardoso, o maior ganhador da semana, mais uma vez, Magic Touch engrenou e rumou para firme triunfo. Corsário formou a dupla com Incomoe Zig, que faltou uma corrida, na próxima deve vencer por aqui, em terceiro. Apresentação do internacional Venâncio Nahid no animal que defende as sedas do Haras Doce Vale.
Buckbeak é um cavalo diferenciado. Mesmo dando até oito quilos de vantagem para os rivais, não tomou conhecimento da parceria. Entrou na reta de galope atrás de Sib Macho Uno e, ao natural, sem Ilson Correa fazer correr, dominou o rival e seguiu firme para o disco. Sib Macho Uno, em grande forma, formou a dupla. Apresentação nota 10 de Adelcio Menegolo no animal do Stud Teipon.
Chronnos sobrava na companhia e na pista ele confirmou in totum, com êxito facílimo na Prova Especial Groove. Na largada, Kamal e Peter Luger largaram com atraso. Ligeira, Tina Onassis pulou com dois corpos na frente dos demais. Logo, Chronno surgiu na segunda colocação. Incertitude, Odorico, Shinkansen, Special Envoy, Coração de Ouro, Kamal e Peter Luger vinham na sequência.
No momento da decisão, com Ilson Correa quieto em seu dorso, Chronnos tomou de golpe a primeira colocação e abriu vantagem. Tina Onassis era a segunda com boa vantagem para os demais. Sempre de galope, Chronnos abriu folgada diferença e cruzou o disco em primeiro para a tranquilidade de sua proprietária, Carol Schuenke, que tremia de nervoso. Amor por um cavalo é isso, nos faz suas e tremer e até achar que com dez corpos na frente dos demais ele ainda pode perder… Tina Onassis, atacada por Special Envoy manteve a formação da dupla, em boa performance. Shinkansen e Kamal, em excelente corrida de recuperação, fecharam o placar.
Trazido de Friburgo em forma esplendorosa pelo excelente Adélcio Menegolo, Chronnos é um 5 anos, filho de Elusive Quality e Sweet Kentucky, por Put It Back, criado pelo Haras Anderson e defensor das belas sedas do Haras Sweet Carol. Na sua 12ª vitória, em dezoito atuações, Chronnos parou os cronômetros em 1min12s73.
Big Machine veio de longe, trazendo Dom Arthur em seu encalço, para tirar a vitória de Onda Mar que parecia certa. A égua saiu pela linha um e mostrou uma velocidade desconhecida. Quando tudo parecia decido a seu favor, Big Machine, aberto, surgiu com excelente ação para conseguir bela vitória. Dom Arthur descontou junto com Big machine, mas teve de contentar-se com a formação da dupla. Onda Mar foi a terceira. Breno Piovesan apresentou muito bem o animal do Haras Bigão que contou com Francisco Chaves, em ótima semana, perfeito no dorso do ganhador.
Exclusiva Girl corre muito e cada vez mostra mais um pouco de seu padrão. A potranca do Haras Sweet Carol, que está ficando perita em desacatar os machos, deu bela demonstração. Bernardo Pinheiro mostrou serenidade pilotando a pupila do ótimo Adélcio Menegolo. Afastado, Punta Cana formou a dupla.
Tahrir mostrou enorme valentia para derrotar seus rivais na penúltima prova da programação carioca. Direção de rigor para Waldomiro Blandi. Correu atrás de El Explosivo desde a partida, suplantou-o na reta e escorou o ataque de Atxim, por diferença mínima. Canadian Boy era outro que voava e ficou em terceiro. Treinamento excelente de Christiano Oliveira na égua muito útil de criação e propriedade para o turfman Carlos dos Santos.
Mantida no fundo do pelotão por seu piloto, Wonder Dream surgiu com ação avassaladora para liquidar a fatura e dar números finais à semana de turfe no Hipódromo da Gávea. Marcelo Gonçalves mostrou técnica e energia no dorso da égua treinada por Fabrício Borges e defensora do Stud Tieppo Borges. A dupla ficou com a antiga companheira de Wonder Dream no Haras Belmont Ltda., Hatuchay.
por Fernando Lopes – fotos: Gerson Martins & Maria Teresa Morgado
