Conforme ocorre anualmente, no primeiro domingo de outubro é disputada a mais charmosa prova do turfe mundial, o Prix de L’Arc de Triomphe. Mas nesse ano de 2016, a tradicional prova não foi realizada no Hipódromo de Longchamp. No ano passado, 2015, logo no dia seguinte ao Arco iniciaram-se as obras de modernização das arquibancadas, obras essas previstas para aproximadamente um ano e meio. As tribunas renascerão mais modernas, mais bonitas, mais confortáveis. Assim, os 2.400 metros do Arco foram corridos no Hipódromo de Chantilly. Como não há garantias de que a monumental obra termine dentro do prazo previsto, em 2016 com certeza e em 2017 possivelmente as obras não terão terminado, os Arcos de 2016 e de 2017 ficaram previstos para Chantilly, um belíssimo Hipódromo distante de Longchamp cerca de 100Km. O Arco de 2016 resultou, como de hábito, em grande sucesso, e marcado por detalhes até surpreendentes. Os três primeiros colocados, uma égua e dois cavalos, eram filhos do mesmo garanhão, o incrível Galileo(foto), sendo os três defensores dos interesses da Coolmore, uma das maiores e principais organizações turfísticas do mundo. O treinador dos três primeiros colocados foi Aidan O’Brian.
A mãe da ganhadora é filha de Intikhab, a do 2º colocado de Danehill, e a do 3º colocado de Gone West. O ganhador do Derby de Epsom de 2016 chegou em nono lugar. Todos os anos os japoneses com ótimos corredores, e mais de uma vez chegaram em segundo nessa prova, mas o seu representante em 2016 não passou do décimo lugar. Correram 16 animais. A pista estava em boas condições. A ganhadora em record Found foi pilotada por Ryan Moore. A ganhadora correu no meio do pelotão, e no último terço do páreo abriu-se um bom espaço entre aqueles que lideravam a corrida, e foi por ali que a vencedora assumiu a liderança, diferenças finais de um corpo e um quarto, e um corpo e meio. O pai dos três primeiros colocados no Arco de 2016, Galileo, é entendido no turfe civilizado, o europeu, como o melhor garanhão do mundo já há alguns anos. Na verdade, Galileo é extraordinário.
Outro assunto que está mexendo com a curiosidade dos turfistas é a eventual recuperação do ótimo My Cherie Amour (foto
). Esse ganhador do Grande Prêmio Brasil de 2016, logo após a sua espetacular performance, foi embarcado para os Estados Unidos visando a Breeder’s Cup Turf. Após três meses necessários para aclimatação, no quarto mês iniciou-se o trabalho nas pistas para o grande páreo. Supreendentemente veio a inesperada e desagradável notícia que os tendões anteriores estavam muito prejudicados, manqueira muito grave. Assim, fora do seu objetivo nos Estados Unidos, My Cherie Amour, de criação e propriedade do gaúcho Haras Doce Vale, foi submetido a uma tentativa de recuperação, a mais moderna. Foi tratado com células-tronco, e após uns três meses, voltará para o Centro de Treinamento Itajara, onde será tentada a sua volta às pistas. Se tudo der certo, voltará a correr, se não, irá para a reprodução. Vamos torcer para que tudo de certo.
