Louis Romanet (centro) presidiu os trabalhos da 50ª Conferência Anual da IFHA
Durante a 50ª Conferência Anual da Federação Internacional de Autoridades Hípicas (IFHA), realizada na França, na última semana, o presidente da IFHA, Louis Romanet celebrou as conquistas da entidade durante os últimos 50 anos do fórum anual, bem como se voltou às oportunidades e desafios do turfe no futuro.
A primeira conferência, realizada em 1967 sob a batuta de Jean Romanet – o pai de Louis – contou com a presença de 14 representantes de 9 países. Atualmente, a conferência – sediada nos escritórios da France Galop – recebe representantes de 52 países distintos, sem prejuízo da presença de outras autoridades hípicas sempre presentes ao evento.
No início de seu pronunciamento, Romanet discursou sobre as recentes conquistas da IFHA. Apontada por Romanet como a principal delas, a parceria com a Longines, que fora iniciada há 3 anos, transformou positivamente a condução da entidade (e à conferência anual) quanto às suas relações exteriores, e ainda permitiu o patrocínio de importantes premiações – tais quais os Longines World’s Best Racehorse, Longines World’s Best Jockey, Longines World’s Best Horse Race e Troféu Internacional de Honra ao Mérito Longines & IFHA International.
Já no tocante ao futuro da entidade – e da atividade turfística, como um todo – Romanet listou uma série de questões, que de acordo com o dirigente devem ser encarados como desafios gerais, de todas as unidades de stud books e do Comitê Internacional do Stud Book, tais quais: manipulação genética e celular; a meta de erradicar completamente a medicação no dia da corrida; a constante busca por políticas de bem estar animal; soluções e destinação de animais aposentados; e facilitação do transporte internacional de animais de maneira responsável e eficiente.
Oradora oficial da 50ª Conferência da IFHA, Princesa Haya Al Hussein também celebrou os avanços obtidos pelas entidades equestres – e igualmente enfatizou a cooperação estabelecida entre a IFHA e a Fédération Equestre Internationale (FEI) cuja presidência fora ocupada pela Princesa entre 2006 e 2014.
“Juntas, nos últimos 9 anos, a IFHA e a FEI superaram obstáculos, e ao mesmo tempo solidificaram suas respectivas autonomia e independência, ainda que ambas existam única e exclusivamente por uma mesma razão: o cavalo. E não importam as diferenças que a indústria crê que eles (os cavalos) possuem, uma vez que suas atitudes afetam, mútua e reciprocamente, os mais diversos setores da indústria. Além do mais, tudo que é conquistado em conjunto é muito mais significativo do que conquistas isoladas”, afirmou.
Nos demais painéis do evento, o CEO da Horse Racing Ireland, Brian Kavanagh abordou o tema “Fomentando e atraindo a propriedade de cavalos de corrida”; o presidente do Jockey Club (EUA), Jim Gagliano, tratou das “Providências do pós-competição a nível mundial”; e o CEO do Hong Kong Jockey Club, Winfried Engelbrecht-Bresges, apresentou o painel sobre “Estratégias para garantir e aumentar receitas para as corridas”.
FONTE site www.abcpcc.com.br / Imagem: IFHA

