Papo do Prado: C.G.Netto e a missão de preparar e montar cavalos de corrida » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Papo do Prado: C.G.Netto e a missão de preparar e montar cavalos de corrida

cgnetoEle é jóquei e treinador. É, sem dúvidas, daqueles que cobram o escanteio e vão correndo para a grande área cabecear. César Gustavo Netto, 42 anos, começou cedo a mexer com cavalos. Seu pai, o também treinador Daniel Netto, o incentivou nesta feliz, porém, árdua missão de vencer no mais do que nobre Esporte dos Reis. O talento e o jeito para mexer com os PSIs era tanto que, aos 10 anos, o então garoto conseguiu uma autorização do Juizado de Menores para poder trabalhar na raia. Segundo ele, aprender a montar mesmo só alguns anos mais tarde, quando trabalhava os animais no Itanhagá, na Barra da Tijuca, onde se encontrava um antigo terreno pertencente ao JCB.  

C. G. Netto é mais um personagem que conta um pouco mais sobre sua vida e suas preferências na coluna Papo do Prado. Confira a entrevista completa. 

Como era a sua vida antes de vir para o Jockey? 

Sempre mexi com cavalos. Meu pai foi jóquei, então vim pra cá muito cedo. 

Se não fosse treinador de cavalos, o que seria? 

Desde pequeno eu mexo com animais, sempre gostei de bichos. Certa vez, uma cadela minha ficou machucada após uma briga. Ela seria sacrificada. Mas eu cuidei dela. Viveu mais dez anos. Por isso acho que eu seria veterinário.

 Quando você não está nas carreiras, o que você gosta de fazer?

Olha, eu gostava muito de ir ao cinema, mas a minha rotina é muito puxada, então tive de parar com esse lazer. Mas gosto muito de ver filmes. 

Tem algum prato preferido?  

Gosto de uma boa comida, até porque eu gosto muito de cozinhar. Dos pratos que eu costumo fazer, a maminha ao molho madeira e um peixe, que eu faço com camadas de batata, são os melhores. Ninguém nunca reclamou.

Quando viaja, prefere praia ou serra?

Eu tenho viajado bastante, mas sempre por conta do trabalho. Conheci muitos lugares por isso. Não tenho tido tempo para passear. 

Gosta de livros? Costuma ler algo?  

Leio muitos artigos sobre cavalos, sobre criação. Gosto muito desse estilo de leitura. O único livro que eu li foi sobre turfe, tamanho o meu amor por este esporte.

Qual o time que você torce?  

Sou anti-flamenguista. Depois, torço pelo Vasco. Mas eu deixo claro que em primeiro lugar sou anti-flamenguista.

Do que você mais gosta no turfe? 

A emoção que o turfe proporciona, isso não tem preço.  O turfe faz o verdadeiro “eu” aflorar. Tem gente que aflora quando bebe, quando vai ao Maracanã. O meu aflora quando eu vejo turfe. Monto há 26 anos e meu coração ainda pulsa quando estou na raia.

E do que menos gosta? 

Acredito que o turfe esteja muito marginalizado aqui no Brasil. Tudo relacionado ao esporte aqui é visto como algo ruim, de jogo, de gente perdendo dinheiro. O turfe precisava de mais marketing, de pessoas e veículos que falem bem do esporte.  

Qual o melhor cavalo que você montou? 

Bem, vou te dizer que montei muitos cavalos craques, como Much Better, Play For, Canzone e Chaika. Tenho muito orgulho em dizer que montei grandes cavalos.

E um cavalo que você gostaria de ter montado e não conseguiu? 

Vi muitos cavalos que gostaria de ter montado. Mas fico com o El Santarem. Era um craque que eu acompanhava e vi muitas carreiras suas.  

Por Emerson Silva, Leandro Mancuso e Sylvio Rondinelli. Foto: Sylvio Rondinelli

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