Séria, correta, profissional e bonita. São muito os elogios que se ouve sobre Carolina Regis Franco de Almeida, ou somente Carol Regis, quando se circula pelas dependências do Jockey Club Brasileiro. Quem a vê compenetrada no trabalho árduo do dia a dia com os seus inúmeros animais, não sabe o quanto a veterinária de Assis, cidade paulista de pouco mais de 100 mil habitantes, é simpática e divertida. Aos 30 anos, 4 só de Rio de Janeiro, já se sente uma carioca, mesmo ainda com o sotaque carregado. A bela e competente veterinária fez questão de ser mais uma personagem do Papo do Prado. Conheça um pouco mais da profissional que abrilhanta e deixa sempre mais florido o prado carioca.
Como era a sua vida antes de vir para o Jockey?
Tive uma infância muito tranquila. Nasci em Campinas, mas fui criada em Assis. Desde pequena eu sonhava em ser veterinária e mexer com cavalos. Nunca pensei em ser outra coisa.
Quando você não está nas carreiras, o que você gosta de fazer?
Estou cursando o mestrado, então é difícil eu não estar lá. Mas sempre que posso, encontro com alguns amigos. Como não tenho família aqui, eu colo tanto neles que eles até enjoam (risos). Gosto muito de jogar truco e beber com os amigos.
Tem algum prato preferido?
Strogonoff de filé mignon e batata soté.
Quando viaja, prefere praia ou serra?
Gosto muito de praia, mas se a companhia for boa, vou para a serra sem problema nenhum, não penso duas vezes.
Gosta de livros? Costuma ler algo?
Literatura de artigos científicos, pois é o que estou estudando no mestrado. Quando eu era jovem, eu lia mais, muito mais. Por agora, ganhei um livro muito legal que fala sobre a chegada aos 30 anos, minha idade.
Qual o time que você torce?
Sou São Paulo.
Do que você mais gosta no turfe?
A parte que eu mais gosto, sem dúvidas, é a parte da equipe. Pode parecer clichê, mas para fazer um cavalo ganhar, depende de muitas pessoas. Isso me fascina. Todos dentro da equipe são responsáveis pela vitória ou pela derrota.
E do que menos gosta?
A cultura do turfe aqui no Brasil está esquecida, queria que fosse como lá fora, que a família toda vai ao hipódromo, jogam no cavalo preferido. Aqui é um pouco marginalizado, todos só pensam no jogo.
Qual o cavalo que mais gostou de cuidar?
Eu fiz um estágio no Haras Santa Maria de Araras e chegou uma potrinha por lá, chamada Buena Giusta, filha de Officer e Orma Giusta, por Royal Academy. Um tempo depois, quando eu vim pra cá, ela caiu para eu cuidar, já era uma égua e isso foi fantástico. Ganhou várias provas e isso mexeu muito comigo.
Qual o melhor que você viu?
O melhor que eu vi foi o Bal A Bali, gostaria de ter cuidado dele. Cavalo fantástico que ganhou muita coisa aqui.
Você tem alguém aqui que serve de referência para você?
Me espelho no Dr. Edson Garcia, que é de São Paulo. Mas aqui também tem grandes veterinários. Quero ser como Flávio Geo, Flávio Carneiro e Bianca Cascardo. Esses são feras.
Por Emerson Silva e Sylvio Rondinelli. Foto: Arquivo pessoal
