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Papo do Prado: Aguinaldo, o punga dos matinais do Jockey Club Brasileiro

matinais (29)Todo o universo turfístico sabe que para o animal e a equipe estarem 100% nas corridas, os trabalhos matinais são fundamentais. E uma das categorias de profissionais que sempre estão à postos nessas atividades aqui no Jockey Club Brasileiro é o punga. Para isso, Aguinaldo Silva Machado, 47 anos, querido por todos no prado, é o responsável por este serviço. O amor pelas corridas é tanta que nas horas vagas ele também vende água de coco nas dependências do hipódromo. Com 34 anos de turfe, Aguinaldo é mais um personagem do Papo do Prado.

Confira a entrevista com o punga: 

Qual era a sua atividade antes de vir a ser punga?  

Eu vim pra cá muito cedo, caminhava com os cavalos. Tive de fazer isso antes de virar aprendiz. Logo depois fui para Campos e virei jóquei por lá. Tive minha fase treinador que foi interrompida pela morte do meu filho Edson, de 11 anos. Voltei ao turfe há três anos. Hoje faço a função, que popularmente é conhecida como punga, sempre nos trabalhos matinais. Além disso, tenho uma barraca que vende água de coco, muito boa por sinal (risos). 

Quando não está aqui dentro do hipódromo, o que você costuma fazer? 

Gosto de ir ao cinema com a minha família, vou jogar bola com o meu filho João, de 6 anos. Faço de tudo um pouco com ele. De subir em árvore até descer no escorrega. Fico sempre ao lado da minha família, do João e da Adriana, minha esposa.

Quando viaja, para onde costuma ir? 

Costumo ir muito para a casa das minhas irmãs, que fica na Região dos Lagos, mais precisamente em Saquarema. Prefiro este clima de praia, já que dá pro meu filho curtir, correr bastante e tomar um banho de mar. 

Tem alguma comida preferida? 

Minha esposa faz um frango com creme de milho que não há comida no mundo que supere. 

Qual o time que torce?  

Sou Botafogo. 

Costuma Ler?  

Gosto muito de livros, principalmente sobre cavalos. 

Quais foram os maiores amigos que o turfe lhe proporcionou? 

Com certeza o M. Carvalho, se estivesse vivo. Sempre o considerei, me ensinou muita coisa este treinador. Outros dois que posso citar: Maurício, do Stud Happy Family, e o J. D. Moreira também. Sou grande admirador desses caras. Aprendi muito com esses nomes.  

Qual o melhor cavalo que você viu correr?  

Com toda certeza foi o Appolon, da Fazenda Mondesir. 

O que você mais gosta no turfe? 

Dos trabalhos matinais. 

E do que menos gosta?  

Quando vejo alguém fazendo alguma maldade com um animal. Não consigo ver isso.

 Uma mensagem. 

O turfe é a minha vida e voltei a trabalhar com este esporte pelos meus filhos, o Edson, que não está mais entre nós, e o João. 

Por Emerson Silva e Sylvio Rondinelli. Foto: Sylvio Rondinelli

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