Na edição da última sexta-feira (5) do tablóide turfístico britânico, Racing Post, duas páginas (em matéria entitulada “Magic Man and Friends: Brazil’s influence on the racing world”) foram dedicadas ao turfe brasileiro. Em meio ao contexto das Olimpíadas no Rio de Janeiro, Nicholas Godfrey circulou sobre diversos setores – e peculiaridades – das corridas no Brasil.
Após uma breve introdução, o artigo menciona o auge – e o posterior declínio – da atividade no país, contando com declarações do Vice-Presidente do Jockey Club Brasileiro, Sergio Barcellos, e citando Luis Rigoni como um ícone da “era dourada” do turfe no Brasil, entre as décadas de 1950 e 1960. Ainda nesse aspecto Godfrey relata a profusão de 16 mil empregos gerados pelo turfe no Brasil. Em seguida, vem a abordagem quanto às estrelas das rédeas brasileiras em atuação no exterior, João Moreira (que ganha alusão no próprio título da reportagem, ao mencionar o apelido de “Magic Man”, recebido pelo bridão no exterior), Jorge Ricardo e Silvestre de Sousa. Paralelamente, Carlos Lavor, Valdinei Gil, Dulcino Guignoni, Venâncio Nahid e Roberto Solanés ganham menção na condição de destacados profissionais radicados no país.
Embaixadores brasileiros nos Estados Unidos, Sandpit e Siphon são as bolas da vez quando Godfrey dedica sua escrita às exportações do PSI brasileiro, e sua inserção no turfe internacional. Riboletta, ao lado de Pico Central, Leroidesnimaux, Hard Buck e Einstein também são lembrados pelo articulista. Quando se referindo ao “boom” do cavalo brasileiro em Dubai, no início dos anos 2000, Godfrey sugere, além de ressaltar as conquistas de Heart Alone, Happy Boy e Imperialista, que o declínio técnico visto nas atuações seguidas das principais vitórias de tais animais coincidiu com a mudança em seus treinamentos. Glória de Campeão seria, de acordo com Godfrey, a exceção na lista, justamente por não ter sido negociado por seu proprietário à época, Stefan Friborg – e assim tendo o seu treinamento mantido-se estabilizado por mais tempo.
Deslocando seu foco para as corridas sulamericanas, Godfrey destaca que o Brasil é o país líder em vitórias (dez no total) no Gran Premio Longines Latinoamericano (gr.I). Também há referência para os 100% de aproveitamento dos animais brasileiros nas edições do páreo realizadas no Brasil (com a menção da recente vitória de Some In Tieme), bem como ao fato de que o único bicampeão da prova, Much Better, foi criado no país. E como não poderia deixar de ser, as 5 vitórias de Jorge Ricardo no “Latino” também ganham as linhas da matéria.
No setor da criação, Leroidesanimaux volta à pauta, então para ser apontado como o mais bem sucedido PSI brasileiro na criação internacional. Já em referência aos campos brasileiros, o Haras Santa Maria de Araras e Ghadeer são as referências de Godfrey como ícones, entre criadores e reprodutores, respectivamente. E após o desparecimento de Ghadeer, Wild Event, Put It Back e Public Purse restam apontados por Godfrey como os destaques do que veio a seguir. Por fim, a relevância do shuttling na atualidade, por meio do qual conhecidos garanhões da Coolmore e da Darley visitaram o Brasil, ganha a atenção de Godfrey.
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Informações retiradas do site www.abcpcc.com.br
