Na 4ª feira dia 29 de junho de 2016, em avião cargueiro e acompanhados pelo excelente veterinário Flávio Carneiro, viajaram para os Estados Unidos dois importantes ganhadores clássicos. Universal Law, de criação do Haras Cruz de Pedra e de propriedade do Haras Regina, ganhador inclusive do Grande Premio São Paulo de 2016, e My Cherie Amour(foto abaixo), de criação e propriedade do Haras Doce Vale, vencedor do último Grande Prêmio Brasil, foram para uma quarentena de dois dias em Miami e depois para períodos de aclimatação em centros de treinamento. Universal Law vem ao encontro de antigo desejo do Haras Regina, em fazer correr nos Estados Unidos um cavalo de boa classe, e o potro que venceu a mais importante prova brasileira tem como meta a Breeder’s Cup Turf, prova que recebe em termos de prioridade os ganhadores do G.P Carlos Pellegrini e do G.P Brasil. Essa prova, em 2.400 metros na pistas de grama, em função de sua alta dotação, atrai os melhores corredores da Europa, pois no país em que a grande maioria de provas é na areia e em distancias curtas, a Breeder’s Cup Turf é principalmente para atrair os melhores corredores da Europa, naturalmente afeitos à raia de grama e na distância mais compatível para os melhores imporem as suas maiores qualidades, a clássica distância internacional de 2.400 metros. Assim, com uma grande afluência dos melhores europeus, e de dois sul-americanos, as várias ricas da Breeder’s Cup atrai os olhos do turfe civilizado, o europeu, e vão para o evento de grandes nomes do turfe mundial. A Breeder’s Cup procura, com as altas dotações, suprir as deficiências de um turfe de boa qualidade mas que é sustentado pelo tripé representado por pistas na maior parte de areia, com uma absurda permissibilidade do uso de drogas para correr, representando altas dotações e uma intensa publicidade. Mas como nas provas da Breeder’s Cup não é permitido o uso de drogas, naturalmente os bons europeus vão lá tentar as altas dotações, ainda mais em 2.400 metros na grama. Mas na prática a tarefa de vencer não é tão fácil quanto parece, pois em local das largas curvas e as longas retas, em pistas com pelo menos 2.000 metros de volta fechada, nos Estados Unidos a volta fechada da grande maioria dos melhores hipódromos é de 1.600 metros. Assim, a reta é curta para os habituais bons corredores da Europa.
A não ser do hipotético caso do Ribot(foto abaixo), italiano invicto em 14 corridas que venceu as melhores provas da Itália, da Inglaterra e da França, onde venceu por duas vezes o charmoso Arco do Triunfo, um super corredor que nunca encontrou adversários à sua altura, e por isso entendido pelos imparciais e lúcidos analistas de corridas como o melhor corredor do turfe mundial em todos os tempos, opinião apenas contestada pelos ingleses que, em evidente política de reserva de mercado, colocam à sua frente alguns também ótimos corredores e no topo da lista dos melhores de todos os tempos um brilhante milheiro inglês invicto em 10 corridas, todas na Inglaterra.
Quaisquer analistas, mesmo os menos inteligentes e conhecedores, tem que concordar com o fato de que não houve até os nossos tempos, desde os mais antigos do turfe dito moderno, cavalo que pudesse enfrentar Ribot, nem mesmo o seu compatriota Nearco, outra maravilha da criação do mestre Federico Tesio, que na reprodução representa, na opinião dos mais entendidos, como o garanhão de maior influência dada a sua espetacular influência a criação mundial. Na criação mundial, Nearco é insuperável, em termos de generosidade de reprodução, bem melhor que o grande invicto nas pistas Ribot, mas nas corridas Ribot foi e é o melhor corredor mundial de todos os tempos. Não adiante a propaganda inglesa com os seus manipulados “ratings”, não adianta publicidade fantasiosa, a liderança do ótimo milheiro inglês não resiste a quaisquer tipo de comparações, Ribot, pelo menos até o momento, apresenta-se como o melhor corredor do mundo, com boa vantagem sobre os seus ótimos seguidores. Pelo menos por enquanto.
Voltando a Breeder’s Cup Turf, que deve ser disputada em 2016 nos primeiros dias do mês de novembro, em 2015 foi corrê-la nada mais nada menos que o ganhador do Derby de Epsom de 2015. Foi um bom segundo colocado, pois provavelmente não encontrou facilidades em pista de curvas menos largas e em retas mais curtas daquelas aos quais os corredores europeus estão acostumados. Para não se ir muito longe, no ano de 2015 participou o ganhador do Pellegrini, que privilegiado por essa vitória tinha entrada garantida na Breeder’s Cup Turf. Na prática, foi uma participação sem graça, sempre no grupo intermediário, apenas compondo o grupo. Não é fácil a tarefa de ganhar a Breeder’s Cup Turf. O ganhador do Derby de Epsom de 2015 que o diga. Mas em todos os anos os ganhadores do Grande Prêmio Brasil tem o direito garantido de participação. Nesse 2016, o direito é de My Cherie Amour, filho de nacionais, Ay Caramba (ganhador clássico no Brasil e nos Estados Unidos) em égua também nacional filha do ótimo importado Jules. A sua vitória no G.P Brasil foi espetacular, entrando na reta final em último, visivelmente não se firmando em piso molhado, mas nos últimos 600, encontrando trecho de pista mais firme, atropelou de forma espetacular. Desde o seu início My Cherie Amour era considerado muito especial. Vamos aguardar com otimismo, My Cherie Amour é muito bom.
