Foi difícil, mas ele conseguiu, mais uma vez, ele conseguiu. Dulcino Guignoni conquistou mais uma vez o título das estatísticas da Gávea, ao conseguir 134 vitórias (17,58%), com 395 colocações em 762 inscrições no ano hípico, chegando a um total de R$ 2.021.511,52 em premiações. Jairo Borges, com 130 vitórias, ficou em segundo. A disputa foi acirrada durante toda a temporada. A ponto de o atual tricampeão reconhecer o talento e a competência de Seu Jairo, exaltando este duelo, decidido quase que no photochart.
– Sem sombra de dúvidas esta foi a disputa mais acirrada. De todas as estatísticas que ganhei, esta foi a mais difícil. O Jairo Borges é um grande treinador, sabe bem o que está fazendo e isso dificulta para qualquer um que esteja disputando algo com ele. Nessa eu ainda consegui levar, mas quem sabe ele não conquista esta próxima temporada? – revelou.
Sobre a próxima temporada, que já se inicia neste final de semana, Guignoni espera obter mais um êxito em sua mais do que vitoriosa carreira. No entanto, ele deixa claro que o ano hípico será de fortes emoções por conta da quantidade de postulantes ao título. Na luta pelo tetra, ele fez questão de apontar os seus principais adversários.
– Certamente o Jairo Borges vai disputar novamente. Além dele, o Venâncio (Nahid) ganha muita corrida e vai brigar. O Roberto Solanés será um grande adversário também. O J. C. Sampaio é outro que ganha muita corrida e deve chegar até o final. Acredito que esses nomes que falei irão disputar as estatísticas da Gávea neste ano hípico – afirmou o campeão.
Mesmo ganhando as estatísticas, Guignoni sabe que ficou devendo nos GPs. Para que isso não seja um problema para esta temporada, o treinador já tem em mente as suas armas para estas disputas em graduação máxima. Apesar de não citar, Guignoni já tem em mente os possíveis animais para estas carreiras.
– Olha, eu já tenho alguma coisa em mente, já sei alguns animais que podem vir a disputar essas competições, principalmente ano que vem (tríplice-coroa). Mas acho muito cedo para falar e apontar qualquer nome, muita coisa pode acontecer – disse.
Por fim, o treinador dedicou a vitória aos companheiros de equipe e celebrou mais uma vez a conquista da vaga cativa no estacionamento do Jockey Club Brasileiro, segundo ele, um dos motivos de tanto empenho:
– Eu não poderia ficar sem essa “vaguinha” (risos). Mas agora é sério, eu jamais conseguiria este título sem os meus companheiros de equipe. Todos ajudaram e se hoje podemos comemorar, temos de agradecer a esses profissionais que foram demais nesta temporada. Ninguém ganha nada sozinho.
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Por Emerson Silva e Sylvio Rondinelli
