A VOLTA SE FECHOU
“É “Lineuzinho, bem, assim que eu o chamo” como escreveu no livro “O Turfe no Brasil”.
Falar de amigos não sei se é fácil ou difícil, mas falar de você é facílimo.
Não sei quando o conheci, me interesso pelos nossos 40 anos de convívio e amizade.
Convívio esse onde aprendi que o “Escorial foi o maior” …..aprendi a saber que seu respeito pelos outros “maiores” eram, sim, parte inequívoca de seu caráter e de seus valores.
Era assim no teatro, no cinema e na musica. E no turfe especialmente. E agora, que está mais no vazio.
Como disse Luiz Fernando Alencar, a falta sua para nós não é uma lacuna mas “O vácuo”!
Assim você terminou o capítulo do livro citado – Criadores (e cavalos) que fizeram história: “Mas este turfista apaixonado tem uma magoa especial, por sua própria culpa, por seu coração juvenil e arrebatado que o levou a um momento de imperdoável má-educação na tribuna social do Jockey Club Brasileiro e que fez com que seus pais o pusessem de castigo: não ver, ao vivo, a conquista da Tríplice Coroa de Escorial, nos 3000 metros do GP Distrito Federal, no ultimo domingo de 1959. Não posso, hoje, reclamar. Pelo que fiz, mereci. Ainda assim, um vácuo em minha historia”
Ok Marcos, não nos abandone. Sei que o céu hoje amanheceu mais culto, mais apaixonado pelo cavalo e pela corrida de cavalo…sábio Beto Figueiredo que me disse estas palavras.
Até um dia amigo”.
Lineu de Paula Machado
