Confiança no ótimo trabalho realizado (Milton Lodi)
Na America do Sul, há cinco países que praticam o turfe com padrão significativo, que são Brasil, Argentina, Chile, Peru e Uruguai. Há outros, mas que tem porte menor, que não figuram em termos mais importantes, como por exemplos, Venezuela, Colômbia, Equador e Paraguai. Nos cinco países no caso mais importantes, em seus números turfísticos há associações de classe como de criadores, de proprietários, de profissionais, tudo girando em termos nacionais em torno das promoções de corridas locais de um ou mais hipódromos. Há relacionamentos com entidades internacionais, no caso basicamente com a FIAH, Federação Internacional de Autoridades Hípicas, que sem interferir diretamente dita as normas gerais do turfe internacional, e no caso sul-americano com a OSAF, Organização Sul Americana de Fomento, entidade liderada pelos argentinos desde a sua fundação, e que naturalmente tem suas normas, seus regulamentos, seus estatutos. A alma da OSAF era um advogado argentino de muitos conhecimentos e trabalho, de nome Edoardo Bloussom, que foi o Secretário Geral durante muitos anos, e que comparecia habitualmente quando das provas principais dos cinco países de maior expressão, mas também ia participar das habituais importantes reuniões formais da OSAF. Eu muitas vezes me encontrei com o Dr. Bloussom, no Rio, em São Paulo, em Porto Alegre quando de um Bento, ele sempre bem educado, simpático e altamente eficiente. Com a sede em Buenos Aires, e com as suas naturais ligações com as entidades turfísticas do turfe civilizado, isto é, o Europeu, a OSAF passou efetivamente a falar internacionalmente em nome do turfe Sul-Americano, e o fazia muito bem. Entre outros detalhes, nos seus estatutos a Presidência era de um argentino, e em sua falta os sucessores seriam, pela ordem, os representantes do Chile, e depois o Brasil, o Uruguai e o Peru.
Esses representantes eram indicados pelos seus países, e eram os líderes nacionais dos núcleos turfísticos. O Brasil, com a 2ª vice-presidência, tinha o Presidente do Jockey Club Brasileiro, o engenheiro Carlos Eduardo Loretti Palermo, como o seu representante. Não sei por qual motivo, após muitos anos, o Presidente argentino cedeu a Presidência da OSAF ao seu estatutariamente substituto chileno, o 1º vice-presidente. A sede da OSAF permaneceu e permanece em Buenos Aires, e a Presidência em Santiago funcionava normalmente, tudo ainda facilitado pelos encontros pessoais dos representantes dos cinco países, em suas habituais reuniões preparatórias de eventos e reuniões quando das maiores promoções da América do Sul. Após cerca de um ano e meio ou dois anos, morreu o Presidente chileno, e coube ao 2º vice-presidente assumir a Presidência da OSAF, no caso Carlos Eduardo Loretti Palermo. É um posto altamente honorífico, embora de muito trabalho para os que têm responsabilidades.
Assim o Presidente do Jockey Club Brasileiro acumula as presidências do JCB e da OSAF. Em 2015, a FIAH enviou correspondência à OSAF, como representante do turfe sul-americano, não só para comparecer a um congresso em Nova York, como também indicar e levar um palestrante para falar em nome do turfe sul-americano para uma platéia internacional, com conhecimento habitual nesse tipo de congresso de cerca de 150 representantes dos mais adiantados núcleos turfísticos de todo o mundo. A OSAF entendeu que o palestrante sul-americano deveria ser a Gerente Geral do Turfe do JCB, Mayra Frederico, que está a par do que de melhor acontece no turfe da América do Sul. A indicação da OSAF contou com o apoio geral, inclusive da Associação Brasileira. Durante cerca de uma hora e vinte minutos, Mayra Frederico, que fez a sua palestra em perfeito inglês, não só recebeu os maiores elogios pessoalmente como também por escrito, o que para ela não foi novidade, já que ocasionalmente, representando o JCB em reuniões internacionais, sempre é elogiada em suas participações. Só para lembrar, quando de impedimentos de comparecimento de Diretores das entidades turfísticas brasileiras, nas habituais reuniões em Lima (Peru), Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina) e Montevidéu (Uruguai), além naturalmente das realizadas em nosso país, Mayra Frederico já representou o JCB em importante reunião internacional nas Ilhas Maurício, na África.
Além dessas participações nas Américas do Sul e do Norte, o JCB tem que fazer representar na semana da realização do Arco do Triunfo, em Paris, liderada pela FIAH, quando o presidente Louis Romanet expõe um temário do maior interesse internacional. No caso do JCB, nos últimos dois ou três anos, ainda sobreveio o interesse em contrato com a PMU, uma das maiores agências de captação de apostas do mundo, considerada pelo JCB como uma excelente fonte de captação de receitas financeiras. É claro que para a necessária participação nos muitos e vários eventos, há um custo de passagens aéreas e terrestres, e estadias, não é um gasto de dinheiro, são investimentos necessários, importantes, para aqueles que querem e necessitam de progredir. No Brasil, no momento e já há cerca de quatro anos, o JCB é o único clube brasileiro promotor de corridas de cavalos que tem envergadura para participar desses eventos internacionais, e é o próprio Presidente Palermo que comparece aos eventos turfísticos e de trabalho, e na sua pessoal impossibilidade de comparecimento manda, pelo JCB e pela OSAF, conforme o caso, representantes habilitados.
Com o contrato assinado com a PMU, o JCB ingressou no circuito internacional de captação de apostas, e o futuro é sem limites. Basta agradecer àqueles que tão bem vem dirigindo o Clube nos últimos quatro anos, aguardar com confiança os resultados do intenso bom trabalho realizado, e ter fortes esperanças em um futuro próximo.
