Com três animais da melhor qualidade e prontos para estragar a festa preparada pelos brasileiros no próximo dia 12 de março. Pelo menos foi com esse pensamento que a delegação peruana desembarcou nesta quinta-feira no Rio de Janeiro, mais precisamente no Hipódromo da Gávea. E, talvez, o maior entusiasta e a pessoa que forma a linha de frente desse espírito confiante é Carlos Chehade, Gerente do Hipódromo de Monterrico. A ideia é surpreender. Por conta disso, cerca de 100 pessoas são esperadas para o dia do páreo, tudo para que a festa seja peruana. O dirigente se apega a Copa de 1950, quando o Uruguai calou mais de 200 mil brasileiros dentro do Maracanã. Tudo para provocar, mas sempre em tom de brincadeira:
– Estamos muito bem representados. Temos totais chances de vencer. Viemos para
brigar de igual para igual. Vamos fazer o “Gaveazo” no dia 12 de março (risos) – disse.
Carlos, que também é o chefe da delegação peruana, bateu um divertido papo com o site do JCB. Nele, o dirigente falou sobre o momento do turfe no Peru, além das expectativas depositadas em seus representantes. Ele ainda revelou a ambição do país de sediar o GP Latinoamericano de 2019.
Confira o bate-papo:
Como está a seleção do Peru para este grande evento?
É um evento maravilhoso, estamos muito bem para esta disputa. Por nove vezes o Brasil ganhou e ganhamos nove vezes também, estamos sempre no páreo. A gana de vencer dos nossos proprietários é muito grande e isso faz a diferença para nós. Um exemplo disso é que está vindo uma delegação de 100 pessoas ao Brasil para assistir. Todos com identificação e bandeirinhas para ajudar e torcer pelos nossos cavalos. Será uma linda festa.
Como anda o esporte no Peru?
Estamos em um momento de muito crescimento. No Peru temos cerca de 500
nascimentos por ano. Aqui é mais do que o dobro. Estamos tentando, aos poucos, equiparar. Podemos dizer que é um momento muito importante para todos que querem um esporte mais forte, não só no Peru, mas em toda América do Sul. E esta competição é a celebração do esporte. A nossa intenção é voltar a sediar o GP Latinoamericano (GI) em 2019. É apenas uma ideia, mas pode se tornar realidade.
Qual foi o caminho tomado pelo Turfe peruano para este crescimento?
Temos feito muitas importações nos últimos anos e muitos novos proprietários surgiram nas competições, todos com cavalos de ótima qualidade. Eles têm se preocupado bastante nas coberturas, com focos em grandes animais de fora do país. Isso vem influenciando para este crescimento.
Ficou satisfeito com a recepção e a aclimatação dos animais?
Ficamos muito impressionados, pois os nossos animais ficaram em um boxe preparado no aeroporto, isso foi inacreditável. A cama já estava pronta, alimentação…isso foi fantástico, tiveram muito cuidado. E a viagem em si foi boa também. Nossos animais chegaram com um bom peso se alimentaram muito bem, não tiveram nenhum problema. A equipe do JCB, como falamos no Peru, ” se importou com 10 pontos” foi tudo uma maravilha.
Por Emerson Silva e Sylvio Rondinelli Fotos: Sylvio Rondinelli e Internet.

