No Brasil, as estatísticas acompanham o ano hípico, isto é, de 1º de julho a 30 de junho do ano seguinte. Na Argentina, as estatísticas se referem ao ano calendário. Nos primeiros 42 dias de 2015, a estatística de jóqueis na Argentina mostrava o brasileiro Francisco Leandro em primeiro, com 33 vitórias. Esse F.Leandro é um menino cearense que foi tentar a sorte em Cidade Jardim, e posteriormente foi para Buenos Aires, onde obtém grande sucesso. Em quarto lugar está o também brasileiro Altair Domingos, um senhor jóquei, com 25 vitórias. Esse A.Domingos é muito bom cavaleiro, sensível, com boa noção do ritmo das corridas, e tem muito sucesso na Argentina, mas segundo informações tem exagerado em suas joqueadas. Em sexto está Jorge Ricardo. Antes de seus problemas de saúde, Ricardinho chegava a montar em 15 páreos em um programa de 18, mas agora, após, os momentos muito difíceis, tem montado 5 ou 6 animais por programa.
O ótimo uruguaio Pablo Falero está parado, suspenso por 45 dias. O motivo da suspensão foi que, montando um competidor já batido e sem chances, atendeu a solicitação de um jóquei que havia perdido o chicote na primeira parte do percurso, e emprestou o seu. O chicote faz parte do equipamento dos jóqueis, e o mesmo equipamento que iniciou a corrida tem que terminá-la. Há muitos anos, o melhor jóquei inglês da época, Lester Piggott, incorreu no meu delito, e foi suspenso por um ano.
Estão previstas eleições para o próximo mês de março no Jockey Club do Paraná, que está estagnado pela perda da carta patente, em função das inúmeras irregularidades de uma administração irregular e ilegítima já há alguns anos. O legitimo presidente do JCPR, o criador Jael Bergamaschi de Barros, nunca conseguiu ser empossado, ante as artimanhas políticas que foram praticadas. Jael agora entendeu de retirar-se da linha frente, e proibiu que o seu nome sequer figurasse na chapa da oposição. O indicado para a Presidência tem o apoio geral de todos bons sócios e turfistas. Paulo Pelanda é uma unanimidade do lado bom. A atual situação apresentou-se ao bom candidato, oferecendo não apresentar candidato próprio a troco da Vice-Presidência do Clube e da Tesouraria. Pleito naturalmente negado. Com grande derramamento de títulos de sócios realizado pela atual situação, é possível que, em havendo um confronto nas urnas, o JCPR ainda permaneça por ainda mais um tempo marginalizado.
O padrão dos jóqueis atuantes na Gávea, que é bom, foi reforçado pela volta às pistas do excelente Marcos Mazini, um talento que estava fazendo falta. Marcos Mazini é um dos três maiores destaques entres os jóqueis da Gávea, formando com C.Lavor e V.Borges um trio de destaque. Carlos Lavor tem a seu favor a competência e a experiência. Na casa dos 50 anos, mantem-se em forma física invejável, e já está com quase 3.900 vitórias, atrás apenas de J.Ricardo e de J.M Silva (com cerca de 4.400). Vagner Borges é o novo Ricardinho. Líder em estatísticas desde os tempos de aprendiz, sempre tem boas montarias, e não inventa, corre o trivial simples, monta leve e ganha muito. Esses três citados jóqueis são mesmo muito bons, para poderem se destacar de outros bons jóqueis e aprendizes que figuram habitualmente nos programas no JCB. No Jockey Club de São Paulo, o melhor é José Aparecido, que é enérgico, troca o chicote de mãos com a maior facilidade, e tem boa cabeça. V.Leal também ganha bastante, mas não se defende bem quando as coisas complicam. No recente Ramirez, em Maroñas, perdeu por ter sofrido um prejuízo proposital de um companheiro do vencedor Hielo. Na 1ª prova da tríplice coroa na Gávea também perdeu com Bonaparte por prejuízos. V.Leal é muito bom em Cidade Jardim, fora de lá é menos bom. Quanto à estrela Josiane Gulart, está ainda se recuperando de uma fratura de tornozelo, privando os turfistas de seus preciosos percursos.
