A valente e pequenina January Jones (Shirocco e La Gañadora, por Crimson Tide), criada pela Coudelaria Jéssica e defensora do Stud Interbuzios, ganhadora do Grande Prêmio Henrique Possolo (G1), chega ao GP Diana (G1), em 2.000 metros, pista de grama, neste domingo, 1º de março, no Hipódromo da Gávea, o mais importante páreo de três anos para potrancas no mundo, buscando seguir na luta pela Tríplice Coroa e colocar seu nome ao lado de Indian Chris (91), Virginie (98), Be Fair (2000) e Old Tune (2012) na seleta lista de Tríplices Coroadas do turfe carioca.
Abaixo, respeitando o posicionamento nos boxes, veja um pouco mais da campanha das 14 competidoras:
GP Diana (G1) – 2ª Etapa da Tríplice Coroa de Potrancas – 2.000 metros, grama
Cruiseliner (Wild Event e Quantia Exata, por Trempolino) – Haras Santa Maria de Araras/ Stud Estelinha – Ângelo Márcio Souza/ Roberto Solanés – Em sua 1ª incursão clássica fez ótimo terceiro no GP Henrique Possolo (G1), dando muita fila de vitória. Sua raça recomenda para o aumento no percurso e merece ser respeitada.
Birkin Bag (Elusive Quality e Princesa Rafaela, por Woodman), do Stud TNT – Marcos Mazini – Dulcino Guignoni – Seu sétimo lugar no GP Henrique Possolo (G1) não condiz com sua categoria. Agora nos dois quilômetros, distância em que venceu o GP Diana (G1), em São Paulo, é competidora das mais fortes.
January Jones (Shirocco e La Gañadora, por Crimson Tide) – Coudelaria Jéssica/ Stud Art & Buzios – Wellerson Freitas/ Victor Paim – Brilhante e surpreendente ganhadora do GP Henrique Possolo (G1), é a candidata à Coroa. Pequenina e valente, tem raça para seguir na luta.
Garota da Barra (Good Reward e Queen Australian, por Wild Event) – do Stud Eternamente Rio – Luan Silva Machado/ Marcos Ferreira – Tem uma vitória e seis colocações após dez performances. Gostou do aumento no percurso e fez bom segundo na P.E. Virginie (ver filme à direita), em janeiro de 2015.
Grazi (Shirocco e Remember Nineties, por Roi Normand) – do Stud Eternamente Rio – Marcelo Gonçalves/ Luis Esteves – Vai à esfera nobre pela vez primeira. Sua filiação mostra que tem tudo para fazê-lo com sucesso e ajudar o tropel de sua companheira de farda.
Chocolatera (Signal Tap e Rolete Ricci, por Patio de Naranjos) – Haras Santa Maria de Araras/ Haras Regina – Bruno Reis/ Roberto Solanés – Com uma vitória e três colocações em 1quatro saídas, faz seu teste de fogo. A carreira é aberta, portanto, melhor olha-la com atenção.
Darin (Peintre Celebra e Javeline, por Contested Bid), do Stud Rio Dois Irmãos – Marcelo Almeida / Cosme Morgado Neto – Vencedora em duas de suas quatro atuações. Teve reta atribulada no GP Henrique Possolo (G1), quando finalizou em sexto, a quatro corpos da ganhadora. Marcelo Almeida, jóquei contratado do Stud Rio Dois Irmãos, insistiu na montaria e sua chance é alta.
Calêndula (Shirocco e Laura Ricci, por Lode), do Haras Santa Maria de Araras – Carlos Lavor / Roberto Morgado Neto – Com três vitórias, é uma das ganhadoras de G1 do campo (GP Margarida Polak Lara – Taça de Prata), possui ainda três colocações (finalizou em 4ª no GP Barão de Piracicaba (G1)). Correu abaixo de seu padrão no GP Henrique Possolo (G1), quando finalizou na décima posição. Seu jóquei trabalhou-a no CT Araras e está bastante animado.
Leading Hat (Top Hat e Leading Cat, por Roi Normand), do Haras São José da Serra – Jorge Ricardo / Roberto Solanés – Possui duas vitórias. Largou na baliza 17 no GP Henrique Possolo (G1) e não chegou longe da ganhadora, apesar de descolocada (7º lugar a pouco mais de 5 corpos). Vai com o campeoníssimo Jorge Ricardo e, não custa lembrar, possui ótimo terceiro no GP Diana (G1), em São Paulo, nos 2.000 metros. Chance alta.
Nossa Amizade (Pioneering e New Lady Vixen, por Burooj) , do Haras São José da Serra – Vagner Borges/ Dulcino Guignoni – Com duas vitórias em seis atuações, encara os melhores valores da Geração com expectativa alta entre seus responsáveis. Vale ressaltar que em 2013, com esta mesma farda e com o mesmo treinador e neste mesmo GP Diana (G1), Vagner Borges conquistou o primeiro G1 de sua carreira, através de Sutil (Redattore).
Energia Galileo (Agnes Gold e Estrela Rio, por Galileo), do Haras Estrela Energia – Muriel Silva Machado / Givanildo Duarte – Figurou bem no GP Henrique Possolo (G1) e conseguiu bom quinto lugar. Muriel insistiu na montaria e seu pedigree diz que os 2.000 metros podem ser perfeitos para o primeiro laurel nobre de sua campanha.
Energia Garoa (Agnes Gold e Lira da Guanabara, por Pitu da Guanabara), do Haras Estrela Energia – Bernardo Pinheiro/ Givanildo Duarte – Tem colocações em páreos duros (2ª no GP Barão de Piracicaba (G1) e 5ª no GP Immensity (G1)). Terminou em sexto no GP Henrique Possolo (G1), mesmo sem reta com caminho livre. Segundo seu jóquei, possui ótimos e animadores exercícios para a icônica prova.
Desert Dream (Elusive Quality e New Play, por Matisse), do Stud Rio Dois Irmãos – Waldomiro Blandi/ Cosme Morgado Neto – Possui dois êxitos (GP Carlos Gilberto e Carlos Telles da Rocha Faria (G2)). Finalizou em terceiro na P.E. Virginie, no mês de janeiro, e vai ao páreo com possibilidades evidentes.
Caritzia (Elusive Quality e Rubia Del Rio, por Put It Back), do Haras Santa Maria de Araras – Valdinei Gil / Roberto Morgado Neto – Perdeu carreira sem nome no GP Henrique Possolo (G1) (ver filme ao lado). Apesar da baliza, por fora de todas, não ser das melhores, dificilmente deixará de chegar brigando pelas principais posições. Nos últimos sete anos, seu treinador venceu a prova em três oportunidades – 2008 – Right Idea; 2009 – Smile Jenny; e atual campeão, levou em 2014 com Brilhantíssima.
por Fernando Lopes – fotos: Gerson Martins
