Três Assuntos Diferentes, por Milton Lodi » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Três Assuntos Diferentes, por Milton Lodi

1- Protectionist, um filho de Monsun, venceu a Melbourne Cup em 3.200 metros, a principal prova da Austrália. A importancia dessa prova é de tal ordem que o dia de sua realização é feriado nacional. O avô materno do ganhador é Peintre Celebre, o mesmo também do segundo colocado. É bom lembrar que Monsun é também o pai de Shirocco e Manduro, dois excepcionais ganhadores internacionais que fizeram “shuttles” para o Brasil.
 
2- No dia 27 de novembro próximo, esta prevista a promoção de um leilão virtual de reprodução. Naquela ocasião o veterano e grande produtor de animais clássicos, Haras São José da Serra oferecerá um lote de 18 éguas cheias. Com um número atual de 53 éguas o São José da Serra abrirá espaço para a renovação do seu plantel. Essa prática de vender para poder comprar sangues diferentes é vital para a melhoria e progresso de qualquer haras. Não é o caso de mandar embora as éguas despretensiosas para substituí-las por outras pretensas melhores, mas revitalizar com sangues diferentes. São 18 éguas cheias, de um haras clássico que tem que renovar anualmente o seu plantel.
 
3- É grande o número de ganhadores de provas de grupo que não deram certo na reprodução. É claro que muitos tiveram filhos que produziram corredores para os novos programas de corrida. Mesmo na principal prova de Grupo I do nosso país, o GP Brasil, poucos, muito poucos produziram classe. De 1933 a 2014 o citado GP foi corrido 82 vezes, vencidos por animais do Brasil, da Argentina, do Uruguai, do Chile e da França, a grande maioria dos estrangeiros voltando para os seus países após as vitórias. Uns poucos ganharam por 2 vezes, algumas éguas também ganharam de modo que expurgando os visitantes e as éguas, cerca de metade devem ser levadas em conta, em relação ao aproveitamento na reprodução no Brasil. Há casos que não podem ser considerados, pois os mais recentes ganhadores ainda não tem filhos correndo. Há outros, como por exemplo Fenomenal e Flying Finn, que foram verdadeiros fracassos. Alguns ótimos corredores como por exemplo Gualicho e Farwell mostraram-se inférteis, outros morreram antes da iniciação na reprodução. Para que se tenha uma ideia do número daqueles que mostraram classe na pista e foram generosos na reprodução, podemos citar, entre os nacionais, Sargento, Helíaco, Zenabre, Falcon Jet, talvez, esses os de melhor expressão entre outros que produziram relativamente bem. Dos estrangeiros, os expoentes para a criação brasileira devem ser lembrados, Hélium, talvez em análise muito crítica, mas a verdade é que os melhores estrangeiros que ganharam o GP Brasil voltaram para as suas terras. Essa análise geral é difícil de ser feita, não só pela variedade de oportunidades que foram oferecidas como pela ótica de quem analisa, não havendo verdade absoluta, apenas opiniões. De qualquer maneira, não é um resultado brilhante.
Gostou da notícia? Compartilhe!

Pular para o conteúdo