Notícias em outubro de 2014, por Milton Lodi » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Notícias em outubro de 2014, por Milton Lodi

A espetacular vitória de Paint Naif no G.P Linneo de Paula Machado, Grupo I, o Grande Criterium do Jockey Club Brasileiro, veio com um requinte especial, qual seja, o de um novo recorde na distancia de 2000 metros na grama. Por volta de 1950, o recordista era Manguarí, um filho de King Salmon de criação do Haras Mondesir. Manguarí deu-se ao luxo de estabelecer o novo recorde, e um ano depois igualar o próprio recorde. À época, de 1600 a 2400, Manguarí era sempre o competidor a ser batido, e como àquela época dos páreos de que participava, também lá estavam, Loretta, Radar, Tirolesa, Homero, Jabuti e outros muito bons corredores. Após muitos anos, o ótimo Falcon Jet, do Haras Santa Ana do Rio Grande, veio baixar o tempo da distancia. Falcon Jet era um absurdo de bom, corria muito, lutava, era um corredor de primeira grandeza. Alguns anos depois, surgiu Asciutto, muito bom cavalo, que veio a melhorar a marca de Falcon Jet. Sem quaisquer deméritos para o recordista Asciutto, ele já veio a correr depois da reconstrução da pista de grama da Gávea, que ficou interditada por 10 meses. A nova pista é melhor em todos os sentidos, melhor drenagem, melhor qualidade do capim, piso mais uniforme, grama tratada como se fosse um jardim e não um mato.
Antes de 1992, início da vitoriosa gestão de José Carlos Fragoso Pires, era comum o Diretor encarregado da pista mandar pintar de verde as falhas de capim e tapar buracos com areia. O atual piso, com a utilização habitual da cerca móvel, é um bom tapete verde. Após o recorde de Asciutto, do Haras Anderson, veio Avenger of Light de criação do Stud TNT, que igualou a então melhor marca. Agora no dia 12 de outubro de 2014, foi a 1 vez do líder de turma Paint Naif, em espetacular demonstração, estabelecer novo recorde, com o ótimo tempo de 1’ 57” 84. Esse Paint Naif é muito bom, é filho de Crimson Tide em égua por Royal Academy, de criação e propriedade de Luis Antonio Ribeiro Pinto (Haras São Francisco da Serra).
 
Como de hábito no dia seguinte ao Arco, há uma reunião da FIAH (Federação Internacional das Autoridades Hípicas), e foi decidido que a partir do dia 1º de Janeiro de 2015 o turfe Uruguaio voltará a parte I do Livro Azul, isto é, na elite do turfe mundial, voltando a ter reconhecimento para as provas grupadas. O Hipódromo de Maroñas (JC del Uruguay) inaugurado em 1874, foi tombado como monumento histórico nacional em 1990, fechou as portas em dezembro de 1997. E sua volta à promoção de corridas recomeçou em 2004. Isso quer dizer que o Jockey Club del Uruguay, Hipódromo de Manoñas, ficou quase 7 anos sem promover corridas, e após voltar a funcionar durante cerca de 10 anos, sem grupagens reconhecidas internacionalmente mas apenas em caráter regional, voltará ao reconhecimento do mundo turfístico com as suas graduações. Parabéns ao turfe uruguaio. Em outras palavras, por ter paralisado a promoção de corridas por quase 7 anos perdeu o turfe uruguaio o direito de promover provas internacionais de Grupo por 10 anos, e agora voltam as suas melhores provas ao reconhecimento internacional.
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