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Mais uma pequena luz, por Milton Lodi

O turfe brasileiro está sofrendo substanciais transformações nos últimos recentes anos, só não vê quem não quer, promovido as por fixação em declínios, derrotas, pessimismos, permanentes críticas negativas, etc.

O Jockey Club de Pelotas, que tinha o quinto hipódromo em funcionamento em nosso país, retornando de uma cassação de carta–patente retirada justamente pelo Ministério da Agricultura, recuperou a sua carta-patente por ter regularizado o seu funcionamento, e brilhantemente dentro dos ditames legais e regulamentares, de que com muito trabalho e respeito,cresceu para um merecido quarto lugar.

O Jockey Club do Rio Grande do Sul segue em sua planejada recuperação econômica- financeira, já tendo em 2013 promovido um Bento com a dotação expressiva de 100 mil reais ao proprietário do cavalo vencedor, com uma reconstrução das pistas e da vila hípica, sob o comando de gente adequada, isto é, competente e honesta. O Jockey Club de São Paulo está trabalhando para um satisfatório futuro que já está dando mostras de grande sucesso, pois o pior já passou, e as negociações para os necessários acertos de compromissos recebidos de diretorias anteriores vão e estão muito bem encaminhadas.O Jockey Club Brasileiro continua com o seu gigantesco programa de obras. O que se poderia falar como restrição seria a impossibilidade, mesmo que ainda momentânea, de um bom aumento nas dotações. O futuro é muito bom, pois, só para dar um dos muitos exemplos favoráveis, em menos de um ano estaremos livres da empresa internacional com a qual o clube tem um compromisso, que lhe está dando o absurdo de sugar as apostas. Em lugar de apostadores estrangeiros apostarem nas corridas da Gávea, mediante ao pagamento percentual, na prática os apostadores brasileiros apostam nas corridas do exterior um, verdadeiro contrassenso.

Além disso, os investimentos que o JCB está fazendo trarão certamente rendas, mas até lá sofre o turfe carioca, assim como o paulista, com prejuízos em média certos, e que na prática já ultrapassaram todos os limites do bom senso, e se a máquina continua funcionando é em boa parte pela destemida ação dos criadores e proprietários, que não querem sair da atividade e acreditam em um futuro bom.

A proximidade do novo momento não é do entendimento só dos turfistas brasileiros mais esclarecidos, os outros turfistas sul-americanos, quais sejam os uruguaios e os argentinos, os chilenos e os peruanos também estão acompanhado o momento de grandes transformações do turfe brasileiro quando em quando uma nova luz se acende. Agora, embora para alguns não haja relacionamento, um fato importante e altamente significativo acaba de ocorrer. Há muitos e muitos anos foi fundada a OSAF (Organização Sul- Americana de Fomento), organização que representa o turfe Sul-Americano junto ao civilizado turfe europeu. A OSAF, desde a sua fundação há muitos anos, teve como força maior o criador argentino Eduardo Blossom, que foi o seu diretor secretário até a sua morte.

Passados alguns anos, eis que o bom grupo argentino entendeu de entregar a Presidência do Conselho técnico da OSAF ao criador brasileiro Sergio Luiz Coutinho Nogueira, presidente da Associação Brasileira. Mesmo para os habituais derrotistas e pessimistas hão de convir que um cargo de tanta importância não seria entregue a um representante de um turfe que estaria mal e sem um bom futuro.

Para os brasileiros criadores, proprietários, profissionais do turfe e turfistas de um modo geral, a presidência do conselho técnico da OSAF deve ser entendida como um reconhecimento de um bom e próximo futuro.

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