Mais alguns, entre os melhores, por Milton Lodi » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Mais alguns, entre os melhores, por Milton Lodi

Lembrar e apontar nomes dos machos nacionais que em muito colaboraram para a grandeza do turfe brasileiro, é e será sempre uma tarefa incompleta, sempre nomes importantes ficam e ficaram esquecidos, não pela menor qualidade, mas pelo grande volume dos bons animais através dos tempos. O Jockey Club Brasileiro foi fundado em 1926, e não é o mais antigo de nosso país. Deve-se admitir que, oficialmente, há corridas de cavalos puros há cerca de 150 anos, pelo menos. Quaisquer relações que sejam apresentadas sofrerão críticas, certamente muitas adequadas.

Em continuação ou como complementação do já publicado “ALGUNS, ENTRE OS MELHORES”, aí vão a seguir outros importantes.

– BAL A BALI é um Tríplice Coroado, detentor dos recordes dos 1.600 e dos 2.400 metros, e favorito para o G.P. Brasil de 2014 – BARONIUS tinha um possante físico, ampla caixa torácica, e enorme qualidade – CACIQUE NEGRO foi líder de uma fortíssima turma, da qual fazia parte FALCON JET – CLACKSON era grande, forte, corria entre os primeiros e lutava – DARK BROWN foi o vencedor do Primeiro Latino-Americano, disputado em Maroñas, Uruguai, e teve uma campanha pontilhada por sucessos, e terminou a sua campanha nas pistas indo ser garanhão na Argentina – ESTENSORO, um gaucho de criação do saudoso Breno Caldas, era praticamente imbatível na raia de areia, tinha como pai o francês ESTOC, importado pela sua alta qualidade e pedigree – FLYING FINN lutava de igual para igual com FALCON JET, a quem venceu algumas vezes – GRIMALDI marcou a sua época por performances empolgantes, venceu os Derbies paulista e carioca, o G.P. São Paulo e o G.P. Brasil, ganhando de um grupo fortíssimo de correntes dentre eles BOWLING, BAT MASTERSON e outros corredores de primeira linha.

HYPERIO, da criação Cápua, foi ótimo corredor, e só não ganhou mais porque encontrou, na sua mesma geração, campeões como FARWELL, por exemplo – ITAMARATY tinha um sangue muito nobre, produto de uma cruza de pai de criação do AGA KHAN com mãe do que havia de melhor da criação BOUSSAC, venceu e colocou-se em provas graduadas dos 1.600 aos 3.000 metros, e tendo como a mais expressiva vitória a milha internacional disputada em San Isidro no dia do Pellegrini – LOHENGRIN, importante ganhador clássico, recordista em sua época dos 2.400 metros, teve a honrosa incumbência de ser o “faixa” do tríplice-coroado ESCORIAL, o que naturalmente interferiu em sua campanha – MAJOR’S DILLEMA tinha um físico e qualidade invejáveis, corria bem nas duas pistas, mas preferia a areia, onde era imbatível, ótima capacidade torácica. Sua vitória em Palermo em 2.500 metros na véspera do G.P. 25 de Mayo foi uma alta demonstração de superioridade, e isso mesmo fazendo parte da fantástica geração de FARWELL, e posteriormente um ótimo garanhão.

MANGUARÍ foi o primeiro macho brasileiro filho do incomparável KING SALMON, venceu 15 corridas, entre elas as duas primeiras provas da tríplice-coroa à época em 1.600, 2.4000 e 3.000 metros, por duas vezes foi o recordista dos 2.000 metros na grama, de 1.600 a 2.400 era de qualidade extraordinária, e tinha como um dos seus pontos fortes o espírito de luta e a vontade de vencer – MENSAGEIRO ALADO é considerado o melhor velocista brasileiro de todos os tempos, correndo quase sempre em 3º ou 4º e arrematando violentamente no meio da reta, muitas vitórias grupadas nas pistas, e posteriormente um reprodutor e avo materno muito bom. OLD MASTER foi um tríplice-coroado carioca, líder de turma, um dos poucos expoentes, dentro do panorama nacional, criado no Estado do Rio – QUARI BRAVO era um tordilho muito corredor, em sua boa fase era o melhor nacional da época. Foi grande ganhador clássico – QUICK CHANCE era um ótimo milheiro, venceu até a primeira prova da tríplice-coroa carioca, corria entre os ponteiros e brigava – QUICK ROAD venceu o Derby paulista e o G.P. São Paulo entre outras importantes provas. Foi bom desde o início de sua campanha nas pistas, ganhou quatro provas de Grupo I – RADAR foi um bom cavalo, várias vezes correu de parelha com a boa LORETTA, fazia parte da segunda linha dos expoentes de sua geração. Para tirar fotografias foi o mais lindo cavalo nacional que eu conheci, assim como SHIROCCO foi o mais bonito estrangeiro.

REDATTORE é fisicamente um sonho de cavalo, e até hoje é considerado anualmente, o melhor garanhão nacional pelo Troféu Mossoró. Isso após ótimas campanhas nas pistas brasileiras e norte-americanas – SABINUS foi um ótimo corredor da criação Cápua; apesar de um gênio muito complicado, foi dos melhores de sua geração e bom pai – SUPER POWER, tríplice-coroado, líder absoluto de sua geração, um dos melhores produtos do Haras Santa Ana do Rio Grande. Infelizmente, morreu antes de ter filhos – TOP HAT desde a largada acelerava na frente, e lutava com quem viesse foi ótimo ganhador de grupo, inclusive, do G.P. Brasil; tem todas as qualidades para ser um bom garanhão – VIZIANE venceu o G.P. Brasil, sempre figurou nas mais importantes provas grupadas do Rio e de São Paulo – XAVECO, um SAYANI de muita força física, pedigree inquestionável, ótimo fundista, e depois ótimo pai – ZENABRE, da criação do expert José Paulino Nogueira, foi dos líderes de sua turma, foi bicampeão do G.P. Brasil, e pai clássico, foi dos melhores nomes de sua época – ZUIDO era irmão próprio de TIMÃO, ambos tríplice-coroados, filhos do inigualável KING SALMON em égua argentina, foram ambos bons pais e bons ganhadores.

Muitos outros nomes poderiam e/ou deveriam ser lembrados, como o ótimo velocista DEPRESSA, o especial milheiro PALAZZI, o tríplice-coroado AFRICAN BOY, o também tríplice-corado PLENTY OF KICKS, o bom milheiro paulista XASCO, o líder de turma HAMDAM, o único criado no Estado do Rio a vencer o Brasil, o Daião,  BIG LARK vencedor de um espetacular G.P. Brasil. E por ai vai, relação interminável, que até poderia iniciar-se com TALVEZ!, o primeiro tríplice-coroado carioca, ou quem sabe pelo lendário MOSSORÓ, ganhador do G.P. Cruzeiro do Sul, o Derby carioca, e também do Primeiro Grande Prêmio Brasil, em 1933. Isso sem falar de SIPHON que tanto brilhou em pistas brasileiras, argentinas, de Dubai e americanas, e de EU TAMBÉM, campeão do Derby argentino.

As indesejadas e inevitáveis naturais omissões, e as opiniões divergentes dos turfistas, certamente servirão de assunto para muita conversa e discussões.

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