Zucca Baby, para sempre o campeão do 94º GP Brasil (G1) » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Zucca Baby, para sempre o campeão do 94º GP Brasil (G1)

Em final espetacular, digno da maior carreira do nosso turfe, os dois melhores animais em atividade no turfe nacional decidiram a questão e Zucca Baby livrou pequena vantagem sobre Oderich para levantar a 94ª edição do GP Brasil (G1).

A carreira, em 2.400 metros, grama pesada, com bolsa de R$ 673.200,00, sendo R$ 361.818,22 ao primeiro colocado, foi a atração central da excelente jornada do domingo, 14 de junho, no maior palco de turfe do país, o centenário Hipódromo da Gávea.

A paixão de Alfredo Grumser pelo PSI fez do seu Haras Doce Vale um dos grandes campos criatórios do Brasil. De lá saíram inúmeros campeões das principais provas do país, com direito a Tríplice Coroa, Derbies, Dianas, São Paulo e três vezes a maior disputa do turfe nacional – My Chèrie Amour (2016), Pimper’s Paradise (2020) e Zucca Baby (2026). De onde estiver, Seu Alfredo está sorrindo e orgulhoso do sucesso de seu maior amor e por estar vendo que no coração de seu neto Otávio floresce, cada dia mais, com paixão, a vontade de continuar seu legado.

Wesley da Silva Cardoso sempre coloca toda sua técnica em ação com a farda do Haras Doce Vale e, nesta oportunidade, não foi diferente. Direção majestosa e que lhe proporcionou a segunda vitória na mais desejada prova de todas e ele o fez ao seu estilo: no disco, com a cabeça para a esquerda e puxando a cana de rédea para a direita. Uma marca de suas direções. O profissional, sempre discreto e eficiente, expôs seu amor pela família, com o filho Pedro no colo e toda sua fé. Coisas inesquecíveis e imprescindíveis. Parabéns!!!

Maior vencedor em atividade no turfe brasileiro.

Maior ganhador da história do GP Brasil.

A história de Venâncio Nahid no turfe é tão grandiosa quanto o seu dom de preparar um PSI, quanto o seu caráter, o tamanho de seu coração e seu senso de justiça, sempre reconhecendo que não fez nada sozinho, uma vez que conta com uma grande equipe ao seu redor. Isso tudo é parte do legado deixado por seu Mestre e maior ídolo, o pai, Alberto Nahid.

As vitórias, de Flying Finn (1990) e a de Zucca Baby (2026), com 36 anos de intervalo, dimensionam a qualidade e a longevidade de seu trabalho. Sem esquecer que entre elas, aconteceram os êxitos de Velodrome (2005), Jeune-Turc (2009), Barolo (2015), My Cherie Amour (2016) e Pimper’s Paradise (2020). É importante lembrar que, 36 anos também é a distância que separa Six Avril (1939) e Orpheus (1975), duas das seis vitórias do grande Ernani de Freitas no GP Brasil.

A aclamação do público, seu reconhecimento a Luiz Esteves (treinador de Oderich e seu “concorrente” para ser o principal vencedor do Brasil) e as palavras de Juliana Dias na entrevista pós-páreo exemplificam perfeitamente a admiração e o respeito que Venâncio conquistou em sua carreira.  Um fenômeno!

Voluntarioso e em evolução, Outubro Chove assumiu a ponta do GP Brasil 2026 e começou um páreo à parte, abrindo 10, 15 corpos de vantagem para o pelotão. Oderich corria segundo, um pouco à frente de Zero Zero Sete, Elton e Summer do Igaussu. Em sexto, Zucca Baby também corria com vantagem para o sétimo, que era Uncle King, ganhando posições. Mc Arrocha, Nudini, Mexicano, Zandor, Sargent Pepper, Valparaíso, Que Emoção, Olympic Principe, To Sir With Love e Quero Te Mucho eram os próximos.

Na ponta, Outubro Chove tinha vantagem menor, uma vez que Uncle King embalou e tomou o segundo posto de Oderich. Zucca Baby seguia em sexto, com seu piloto cuidando o máximo possível para ter caminho livre na hora mais importante.

Na reta final da mais aguardada disputa do ano. Oderich surgiu com excelente ação, dando voz de prisão ao ponteiro Outubro Chove, que não esmorecia. Pelo meio da raia, sem nenhum rival em sua frente, Zucca Baby vinha de cara para o vento.

Oderich tinha vantagem, mas a ação de Zucca Baby parecia maior. Ajustado e exigido por Cardosinho, Zucca Baby mostrou todo seu poderio locomotor e veio pegar o rival nos metros decisivos, levantando o público presente, num final digno entre os dois principais favoritos da prova. Num corridaço, Outubro Chove finalizou em terceiro, cabendo a Zero Zero Sete e Summer do Iguassu o complemento do marcador luminoso do 94º GP Brasil.

O ganhador completou a milha e meia em 2min28s96.

VEJA A GALERIA DE IMAGENS DO 94º GP BRASIL (G1)

Por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli

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