Épico!!! Obataye, o melhor do continente, levanta o GP Carlos Pellegrini (G1) » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Épico!!! Obataye, o melhor do continente, levanta o GP Carlos Pellegrini (G1)

Épico!!!

Campeão do GP Brasil (G1), da Copa ABCPCC – Matias Machline (G1), do GP Latinoamericano e agora do Gran Premio Carlos Pellegrini (G1), o inevitável OBataye acaba de escrever mais um capítulo maravilhoso na história do turfe brasileiro, com a incrível vitória em solo argentino neste sábado, 13 de dezembro, no Hipódromo de San Isidro, em Buenos Aires.

Cavalo de aço, que não estranha viagens, ambientes distintos ou pistas diferentes, Obataye impressiona por parecer estar sempre pronto para uma batalha. E, desta feita, não foi diferente. apresentado de forma soberba por Antonio Oldoni, o castanho da Família Pelanda parecia um quadro pintado a óleo em seu cânter. Rodando perto do partidor, Obataye parecia usar seu vistoso cartel de êxitos para “impressionar” seus rivais.

Escolhido a dedo por João Moreira no Haras Palmerini, Obataye se mostrou diferente desde as primeiras partidas e conquistas. Primeiramente defendendo as sedas de seu piloto, do Stud Magic Victories e depois as cores do Haras Rio Iguassu, Obataye entrou definitivamente para o rol dos grandes animais do turfe brasileiro, hoje, com todas as principais taças do turfe sul-americano na sala de troféus de seu criador e também do seu proprietário, repetindo o feitos de Much Better – também campeão das quatro carreiras citadas no começo do texto.

Dono de conquistas em todos os continentes, João Moreira conhece Obataye como a palma de sua mão. Sabe aonde ele gosta de correr, entende quando ele precisa aproximar-se e tem um relógio na cabeça que dispara quando é hora de exigí-lo à fundo. Uma dupla perfeita, imbatível e de resultados espetaculares. Ver João Moreira receber de Lanfranco Dettori a taça do Pellegrini foi das cenas mais emocionantes da “Mágica Tarde/ Noite”. 

Veloz, o argentino Jazzy Frank, do Gran Muñeca assumiu a ponta com Corto Circuito e nosso conhecido Vundu na sua escolta. Por dentro, como de costume, Obataye vinha na 12ª colocação, muito próximo de seu compatriota, Havana Cigar (Haras Fazenda Boa Vista). Vota Bien melhorou aberto e tomou de golpe a segunda posição, não dando folga a Jazzy Frank. Pelo interno da raia, Obataye companhava com tranquilidade o ritmo de seus rivais. Correndo pelo favorito (Obataye), Havana Cigar era outro que vinha muito bem.

Na grande curva, Obataye, com caminho livre, progredia francamente e até o locutor local assustou-se com a facilidade que o brasileiro passava por seus rivais. Na frente, Jazzy Frank recebia a carga de Vota Bien. Já pelo meio de pista, Obataye vinha de galope, com seu piloto esperando a hora certa e o momento propício para “dar o bote”. Com sua bela farda encarnada, Gladiator’s Hat trazia ótima ação e buscava um caminho livre. Havana Cigar também vinha embalado.

Porém, quando acionado pelo “Magic Man”, Obataye mostrou porque é tido e havido como o melhor cavalo do continente. Imprimindo um tropel fortíssimo, o neto materno de Crimson Tide nos fez acreditar que seus rivais estavam completamente estáticos e somente ele corria com a desenvoltura do fantástico cavalo que é. Obataye galopou firme para o espelho e não deu chance aos rivais e confirmou tudo o que dele se esperava, como é bem comum aos grandes campeões.

Gladiator’s Hat ficou com a formação da dupla. Além do meio de raia, em performance espetacular, o ganhador do Derby Paulista mostrando que dará muitas alegrias em sua campanha, Havana Cigar veio buscar o terceiro lugar, por muito pouco não formando mais uma vez uma dupla de animais nascidos no Brasil (em 1983, Immensity, Kigrandi e Kenético formaram a Trifeta da carreira). Vota Bien e Ardiendo completaram o placar.

Na sua 10º vitória, sendo a sétima na esfera clássica, alem das provas de G1, venceu também o GP Paraná (G3 – Tarumã) e os GPs 14 de Março (G3) e Linneo de Paula Machado (G3), ambos em Cidade Jardim, o vencedor do Pellegrini fez jus ao prêmio para o primeiro colocado, US$ 180 mil, da ótima bolsa de US$ 370 mil da principal carreira do turfe argentino, superando, assim, com folga, os R$ 2 milhões em prêmios totais na campanha. 

Um 5 anos, filho de Courtier e Surfi’N Usa, por Crimson Tide, criado pelo Haras Palmerini, Obataye é defensor do Haras Rio Iguassu, de Paulo e Luis Felipe Pelanda, que estavam emocionadíssimos na entrega das taças, apaixonados que são pelo cavalo de corrida e pela corrida de cavalo.

Obataye completou o percurso em 2min24s14, com parciais de 25s03 (400m); 49s32 (800m); 1min13s59 (1.200m); 1min36s34 (1.600m) e 2min00s08 (2.000m) e colocou seu nome ao lado de: Escorial (1959); Immensity (1983); Much Better (1994); Gorylla (2003); Xin Xu Lin (2010); Going Somewhere (2012) e Não Dá Mais (2019), no rol de animais brasileiros ganhadores do Pellegrini. 

Obrigado por tanto, Obataye!

por Fernando Lopesfoto: DRF Español – Video: Instagram do Hipodromo de San Isidro

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