Energia Fribby tentará façanha que apenas 10 éguas conseguiram em 82 anos » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Energia Fribby tentará façanha que apenas 10 éguas conseguiram em 82 anos

Energia Fribbypost11Ao entrar na raia no próximo domingo, dia 16 de março, para a disputa do sensacional Grande Prêmio Cruzeiro do Sul – Derby (G1), em 2.400 metros, grama, Energia Fribby não só tentará impedir que o craque Bal A Bali consiga a glória da Tríplice Coroa. A pequenina e, segundo seu próprio treinador, Givanildo Duarte, dona de um coração enorme, corredora do Haras Estrela Energia, que contará com o inglês Ted Durcan em seu dorso, pode entrar para a história como a 11ª égua a vencer a tradicionalíssima carreira, disputada no Jockey Club Brasileiro desde sua inauguração, em 1932.

Uma filha do garanhão japonês Agnes Gold na nacional Karla Dora, esta uma filha do irlandês Nugget Point, Energia Fribby já correu em nove oportunidades, conseguindo três vitórias, com destaque para os GGPP Diana (G1), em Cidade Jardim, e João Adhemar e Nelson de Almeida Prado (G3), na Gávea, além d e quatro colocações, a de maior realce o terceiro lugar no GP Diana (G1), no Rio de Janeiro, batida por Brilhantissima e Energia Fox.

Tia KingpostAs duas primeiras ganhadoras do Cruzeiro do Sul eram treinadas pelo fabuloso Ernani de Freitas, Tia King (foto) (Galloper King e Tiará, por Sin Rumbo), em 1935, e L’Atlantide (Trinidad e L’Atlantique, por Dark Legend), em 1939, ambas de criação e propriedade para Linneo de Paula Machado. Em 1940 foi a vez de Jamundá (Enigma e Confiance, por Fidelio), criada pelo Serviço de Remonta do Exército e defensora das sedas de Carlos da Rocha Faria. Em 1945, Fontaine (Formastérus e Tacy, por Tomy) tornou-se a terceira égua dos Paula Machado preparada por Ernani de Freitas a cruzar na frente dos machos no Derby. Em 52, Platina (Blue Train e Sister Patricia, por Wychwood Abbot) deu aos Peixoto de Castro a honra de ser a 1ª potranca de sua criação e propriedade a desbancar os potros na tradicional prova.

A sensacional Joiosa (Romney e Princess, por Socorro), criada pelo Haras Santa Anitta e de propriedade para o Stud Rocha Faria ganhou o Derby de 1954 (ela ganhou também, sendo a única alcançar este precioso doublé, o GP Derby Paulista). Na terceira vitória feminina na década de 50, Courageuse (Cranach e Fidgety Night, por Turkhan) foi a campeã do Cruzeiro do Sul em 1955.  Ela era uma criação do Haras São Bernardo e propriedade do Stud Verde e Preto. Quinze anos depois, em 1970, Elamiur (Xaveco e Vera Cruz, por Pharas), criada por José Paulino Nogueira e de propriedade de Attillio Irulegui levou a importante disputa superando os cavalos. Em 1994 foi a vez da valente Country Baby (Present The Colors e So Beauty, por Ghadeer), criação e propriedade do Haras Santa Maria de Araras, treinada por Wilson Pereira CoraypostLavor e dirigida por seu filho, o grande Carlos Lavor. Fechando a lista das 10 selecionadas, Coray (foto) (Know Heights e Pacatyba, por Itajara), criada pelo Haras São José & Expedictus e defensora da farda encarnada do Stud Santa Sofia da Gávea, abriu o século XXI consagrando-se no Derby de 2001, com treinamento para o mago Dulcino Guignoni e direção tranquila de Marcello Cardoso.

Entrará Energia Fribby para este seleto lote? A resposta? Domingo, 17 horas, no Hipódromo da Gávea.

por Fernando Lopes com Assessoria da Gerência de Turfe – fotos: www.harassaojose.com ; Livro O Turfe no Brasil – Histórias e Vitórias & Karol Loureiro

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