Sábado, dia 29 de setembro, na sala da Comissão de Corridas do Rio de Janeiro, ocorreu uma importante reunião para o futuro do turfe nacional. Com a presença de Sergio Coutinho Nogueira (Presidente da ABCPCC), José Luiz Polacow (Presidente da Comissão de Corridas do Jockey Club de São Paulo), Luiz Fernando Alencar (Vice-Presidente de Turfe do JCB), Pedro Laudo de Camargo (Vice-Presidente da Comissão de Corridas do JCB), Gustavo Tremonti de Freitas (Secretário da Comissão de Corridas do JCB), Marcos Ribas de Faria (Assessor da Comissão de Corridas do JCB) e Ricardo Ravagnani (Handicapeur da ABCPCC) finalizaram-se os acordos necessários às mudanças das tabelas clássicas dos dois principais hipódromos do país, cujas conversas foram iniciadas em janeiro deste ano.
Para um bom entendimento:
Uma vez que o Brasil é signatário de acordos internacionais no âmbito IRPAC (International Grading and Race Planning Advisory) e IFHA (International Federation of Horseracing Authorities) está obrigado a obedecer às regras de rating que são utilizadas por todos os países filiados a essas entidades.
O que são os ratings:
Ratings são as pontuações dadas aos animais, após competirem em um determinado páreo, a partir de parâmetros criados pela IRPAC, e que servem de base para a classificação das provas de grupo em I, II e III. Sendo assim, o Jockey Club Brasileiro entendeu que a programação clássicaprecisaria ser alterada para se preservar a graduação das suas provas de Grupo, principalmente as de G1, atualmente existentes.
Como filosofia trata-se de dar condições a que os melhores cavalos em atividade possam competir entre si para que a prova disputada tenha a qualidade necessária a mantê-la dentro da graduação que lhe foi estipulada.
A união para um turfe melhor:
A aproximação com o Jockey Club de São Paulo proporcionou a importantíssima, e fundamental, unificação da tabela de pesos entre os dois hipódromos, sem o que seria impossível fazer as comparações entre as atuações dos animais nos dois hipódromos.
Essa aproximação permite a significativa reformulação no calendário clássico e as adequações necessárias ao melhor desenvolvimento da atividade.
O Grande Prêmio Brasil:
É imperativo que o GP Brasil seja disputado no segundo semestre do ano hípico (1º de janeiro a 30 de junho) propiciando a participação dos animais de 3 anos.
No ano de 2014, por ser um ano atípico, com a realização da Copa do Mundo no país, o GP Brasil será realizado no dia 08 de junho, ou seja, uma semana antes da abertura da Copa.
As Tríplices Coroas:
Com as mudanças em curso, veja, no quadro abaixo, como ficarão as disputas das Tríplices Coroas no Hipódromo da Gávea a partir de 2014:
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Temporada 2013/2014 |
Temporada 2014/2015 |
Temporada 2015/2016 |
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1º semestre Hípico – julho/dezembro
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Tríplice Coroa para Potros e potrancas da Geração 2012 (2015) | ||
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2º semestre Hípico – janeiro/junho
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Tríplice Coroa para Potros e potrancas da Geração 2010 (2014) | Tríplice Coroa para Potros e potrancas da Geração 2011 (2015) |
“Essas são mudanças almejadas por muitos daqueles que conhecem e vivem o turfe há mais de 30 anos e que, agora, finalmente, estamos conseguindo fazê-la sair do papel, corrigindo, assim, um erro histórico que alijava da prova maior do turfe nacional os animais de 3 anos”;
“O nosso calendário, agora, se equipara aos dos melhores hipódromos do mundo, restando-nos apenas a esperança de, no futuro, podermos realizar, junto com São Paulo, a tão desejada Tríplice Coroa nacional”, afirmaram, confiantes, Luiz Fernando Alencar e Gustavo Tremonti de Freitas.
por Fernando Lopes – foto: Luiz Melão
