Conforme a determinação da publicação anual dos calendários clássicos no mês de novembro, cresceu a curiosidade dos turfistas ante a perspectiva da alteração da data do Grande Prêmio Brasil para o 1º semestre. Aliás, em havendo eventualmente essa alteração, parece-me lógica a transferência também da época da publicação dos calendários clássicos. Como o ano hípico se inicia em 1º de julho, nada mais razoável do que as tais publicações passem a 15 de maio, em lugar de novembro. Parece-me uma questão de bom senso. Outro detalhe a ser enfrentado é a possível tríplice, coroa nacional. É muito importante para o mundo hípico internacional conhecer as duas tríplices-coroas, de produtos e de fêmeas, com cunho nacional em lugar de regionais. Esse assunto é complicado, e muito poucos são os entendidos com competência para resolver o problema, dentro de uma linha técnica e que não firam entendimentos regionais. Uma das considerações que podem e devem ser alvitradas é o fato de São Paulo contar com a melhor seta de partidas do Brasil, qual seja, os 2.000 metros na pista de grama, enquanto no Rio a correspondente é péssima. Assim como mero raciocínio, o Grande Prêmio Diana e a segunda prova dos produtos deveriam ser corridos em Cidade Jardim. Como são duas tríplices, com um total de 6 provas, caberia aos entendidos encarregados de acertar o problema como definir as duas outras provas de cada tríplice. Nada impediria que o clube que não for a sede do Derby no âmbito nacional tenha o seu próprio Derby regional. Há que haver uma acomodação, pois as atuais 12 provas, 6 para produtos e 6 para as potrancas, para efeito nacional ficariam pela metade. Não há nenhum desdouro ou empecilho para que as seis provas atualmente existentes continuem a existir, apenas com a ressalva que das 12 provas atuais só 6 teriam o caráter nacional. Desde logo afastada a hipótese de indesejáveis alternâncias, fica tudo por conta do conhecimento e competência dos encarregados do assunto, os muito poucos, e da boa vontade e bom senso.
Um assunto alvissareiro vem de Cidade Jardim, cuja Diretoria luta contra consequências de desmandos anteriores e ainda aparente má vontade de inimigos do turfe. Como é público e notório, a atual Diretoria do JCSP recebeu um legado desastroso. Há mais de 2 anos tem enfrentado situações terríveis. A autorizada venda da sede social no centro da cidade não se realizou, como consequência de pequenos detalhes que impossibilitaram a efetivação da operação, mas esses detalhes já foram considerados e novamente o JCSP vai levar à praça o valioso imóvel. Outro seriíssimo obstáculo era a incompreensão da administração pública, eventualmente impressionada por interesses políticos, que resultaram em embargo de promoções já em andamento, e ainda da paralisação das negociações de venda do imóvel conhecido como Chácara do Ferreira. Mas o bom senso das autoridades paulistas prevaleceu, e tanto o embargo às promoções como a volta das negociações daquele imóvel que está sem utilidade. Há mais de 30 anos, já foram substituídos pelas verdades dos fatos, com boa vontade. O turfe brasileiro tem certeza de que a atual Diretoria do Jockey Club de São Paulo vai conseguir vencer todos os obstáculos, mesmo às custas de sacrifícios da comunidade turfística paulista.
O meu pai já dizia que uns nascem para trabalhar e enfrentar os problemas, enquanto que outros só fazem criticar.
