Em 2026, acontece a edição número 95 do Grande Prêmio Cruzeiro do Sul, o Derby Brasileiro, no Hipódromo da Gávea, na tarde do domingo, 12 de abril.
A carreira é realizada desde 1883 no Rio de Janeiro, antes da inauguração do Hipódromo da Gávea, em 1932, no Prado Fluminense, que ficava localizado entre os bairros de Engenho Novo e Benfica, área hoje conhecida por São Francisco Xavier.
Encerrando a série de matérias do Derby, esta sobre os jóqueis, vamos conhecer um pouco da história do mais importante páreo para os produtos de 3 anos de cada geração, em todo o mundo.
Jorge Ricardo (7x – Open The Door); Valdinei Gil (4x – Uncle King – Haras Legacy); Henderson Fernandes (2x – Elton – Stud Habeas Corpus); Vagner Borges (2x – Sushi do Iguassu – Haras Rio Iguassu); Ângelo Márcio Souza (1x – Zero Zero Sete – Haras Legacy); Wesley da Silva Cardoso (1x – Zucca Baby – Haras Doce Vale) e Leandro Henrique (1x – Torres Garcia – Stud Red Rafa), dos participantes de 2026 são os que conhecem o sabor da glória de vencer o Derby.
Enquanto isso, Wilkley Xavier (Awesome Amour); João Victor (Zucchabar); Waldomiro Blandi (Zack Attack); Ruberlei Viana (Terapeuta); Antonio Queiroz (Nandalus) e Altair Domingos (Oderich) buscam seu primeiro triunfo na essencial carreira.
Se demorou quase duas décadas para vencer seu primeiro Derby, Jorge Ricardo, após a romper essa barreira, em menos de 20 anos emplacou sete “Cruzeiros do Sul”, tornando-se o maior campeão da importante prova. O recordista mundial brilhou com: (Sandpit – 1993; Vernier – 1998; Gigli – 2002; License To Run – 2004; Heroi do Bafra – 2006; Ivoire – 2007; Plenty Of Kicks – Tríplice Coroado – 2012);
Ganharam o Derby mais de uma vez:
Francisco Irigoyen (5x – Martini – 1950; Honolulu – 1951; Canavial – 1957; Escorial – 1959; Emerson – 1961) e Juvenal Machado da Silva (Grimaldi – 1986; Old Pretender – 1988; Flying Finn – 1990; Implausible – 1991; Super Power – Tríplice Coroado – 2000).
Juan Marchant (4x – Platina – 1952; Quiproquó – Tríplice Coroado – 1953; Timão – Tríplice Coroado – 1956; Zuido – 1960) e Valdinei Gil (Daffy Girl – 2015; Olympic Hanoi – 2018; Abu Dhabi – 2020; e Olympic Kremlin – 2021).
Emigdio Castillo (3x – Fontaine – 1945; Hamdan – 1948 e Joiosa – 1954); Antonio Ricardo (Predominio – 1964; Sabinus – 1968; Rhône – 1971); Gonçalino Feijó de Almeida (Grison – 1985; April Trip – 1992; Chico Corredor – 1999) e Marcelo Cardoso (Coray – 2001; Pototó – 2005; Time For Fun – 2008).
Justiniano Mesquita (2x – Mossoró – 1933 e L’Atlantide – 1939); Pierre Vaz (Tomate – 1936 e Courageuse – 1955); L.Gonzalez (Funny Boy – 1937 e Ever Ready – 1944); Osvaldo Ulloa (Tia King – 1935 e Heliaco – 1947); Luis Rigoni (Manguari – 1949 e Narvik – 1958); José Machado (Gomil – 1967 e Santarém – 1982); P. Alves (El Trovador – 1969 e Orpheus – 1973); E.LeMener Fº (Macar – 1972 e Earp – 1978); Albenzio Barroso (Fitz Emilius – 1976 e Meu Gaucho – 1989); Carlos Lavor (Country Baby – 1994 e Prince di Java – 2003); Vagner Borges (Mojito – 2013 e Bal A Bali – Tríplice Coroado – 2014) e Henderson Fernandes (Jet Lag – 2019 e Raptor’s – 2023).
– Jorge Ricardo e Pierre Vaz, com a diferença de 19 anos, foram os pilotos com vitórias mais “distantes” no Derby.
Pierre Vaz (Tomate – 1936 e Courageuse – 1955) e Ricardo (Sandpit – 1993 e Plenty Of Kicks – 2012).
Tremenda prova de eficiência e longevidade.
– A conquista de Emperor Roderic (2017) foi a primeira vitória de G1 do tricampeão da estatística carioca, Leandro Henrique.
– Vencedor da 80ª edição do Derby, com Cisne Branco, Marcos Mazini, falecido em 2022, foi “Tríplice Coroado” em 2011. Afinal, neste mesmo ano, o matogrossense ganhou também as outras duas provas da Coroa Carioca: com Ultimo Furo (Haras Anderson), o GP Estado do Rio de Janeiro e através do mesmo Cisne Branco, o GP Francisco Eduardo de Paula Machado.
por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli, João Cotta (texto e capa) & Gerson Martins
