Única fêmea do campo e a mais velha entre os inscritos. Nada disso foi capaz de impedir Hang Loose de conquistar a 11ª vitória de sua utilíssima campanha no Clássico Luiz Rigoni (L.). A carreira, uma justa homenagem do JCB ao “Homem do Violino”, um dos maiores jóqueis de todos os tempos, foi a atração central da jornada do domingo, 24 de julho, no Hipódromo da Gávea e realizada em 1.500 metros, grama macia, com 9 metros de cerca móvel.
In-Usa e And Now imprimiram ritmo forte na carreira, tanto que a voluntariosa Hang Loose acompanhava em terceiro, algo afastada na primeira parte do percurso. Dragster, Jorel, Nepal, Sweet Baby James e João da Jandinha vinham na sequência. Após seu jóquei tirar os tampões dos seus ouvidos, Hang Loose acelerou e veio dar caça aos ponteiros já na grande curva.
A “moça solitária” da carreira, entrou a reta tomando conta da situação e colando na cerca interna. Rapidamente o favorito Jorel apareceu para a luta. Nepal e João da Jandinha também progrediam. Quando Jorel mostrou que não tinha forças para lutar pelo triunfo, Nepal e João da Jandinha apresentaram-se para desbancar Hang Loose. Em vão, na tocada do recordista mundial de triunfos, Jorge Ricardo, Hang Loose resistiu bravamente e cruzou o disco na frente. Nepal formou a dupla com João da Jandinha “agarrado” em terceiro. Jorel e Sweet Baby James completaram o marcador.
Mantida em forma espetacular pelo fantástico Venâncio Nahid, Hang Loose é uma filha de Put It Back e Trottoir, por Bernstein, criada pelo Haras Santa Maria de Araras e defensora do Stud By Winner’s. Na sua 11ª vitória, todas no gramado, sendo essa a quarta na esfera nobre – as outras no Clássicos Armando Rodrigues Carneiro (L.) e Antonio Carlos Amorim (L.) e no GP OSAF – TBS International (G3) -, Hang Loose congelou os relógios em 1min30s20 com parciais de 21s23 (400 metros); 44s63 (800 metros); e 1min08s08 (1.200 metros).
Após o páreo, no winners circle, Jorge Ricardo concedeu sincera entrevista à apresentadora Juliana Dias, dizendo que sua direção em Hang Loose não havia sido das melhores. E ela passou na frente. Imagina se ele tivesse sido perfeito como o de hábito e costume…
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por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli






























