Em desfecho empolgante, Planeta Azul superou o favorito Rey de Mônaco no último pulo para vencer o Clássico Imprensa (L.), última atração nobre do primeiro dia do Festival do GP Brasil, na sexta-feira, 24 de junho, no Hipódromo da Gávea. A carreira, que em 2022 homenageou os 27 anos do Jornal do Turfe, de Marcos Rizzon, foi disputada em 1.300 metros, areia macia.
O ritmo acelerado da carreira entre La Toscana e Rey de Mônaco na parte inicial do percurso era um indício que algum competidor poderia surgir para “cobrar o preço”.
Planeta Azul apresentou-se com ótima ação, junto com Quintteto. La Toscana esmoreceu. Com isso, Rey de Mônaco assumiu o comando das ações e deu fila de que poderia ser o vencedor.
Nada disso. Na tocada do experiente Acedenir Gulart – perfeito na direção do ganhador -, Planeta Azul embalou forte e, no espelho, livrou pequena vantagem sobre Rey de Mônaco, que fez excelente estreia, formando a dupla. La Paz chegou voando na terceira colocação. Quintteto e Ragnar Ladbrok completaram o marcador remunerado.
O ganhador é um 2 anos, filho de Flymetothemoon e Doçura, por Northern Afleet, criado pelo Stud Eternamente Rio e de propriedade para o Haras The Best, de Reynaldo Tersitano. Na sua segunda vitória, a primeira nobre, Planeta Azul completou a distância em 1min20s11, com parciais de 23s68 (400 metros) e 47s14 (800 metros).
Planeta Azul entrou na raia muito bem apresentado por Marcelo Palhares – que, em prantos, após seu primeiro triunfo clássico no turfe carioca, foi pegar Planeta Azul voltando da raia. A cena remeteu a 2011, quando ainda supervisor do Haras The Best, o popular “Boloinha” buscou Barão da Cevada (assim como Planeta Azul, criado pelo Eternamente Rio) na pista após o triunfo no Suckow.
As famosas emoções, que só o turfe pode proporcionar…
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por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli

















