A edição 2020 do Grande Prêmio Roberto e Nelson Grimaldi Seabra (G1), o “Brasil das éguas”, em 2.000 metros, grama, tem a maior favorita entre os candidatos às provas de G1 da semana máxima do turfe nacional, a castanha Mais Que Bonita, a égua que gosta de ganhar.
Única G1 winner do campo e com seis triunfos nobres – GGPP Henrique Possolo (G1), Diana (G1), Rocha Faria (G2), Onze de Julho (G2) Duque de Caxias (G2) e Mariano Procópio (G3), Mais Que Bonita é a competidora a ser derrotada. A dupla Henderson Fernandes e Luiz Esteves tem tudo para colocar mais um G1 em seus currículos.
Olympic Jackie e Olympic Dust, ambas treinadas por Roberto Solanés, formam forte parelha para o Haras Regina e parecem as maiores rivais da égua do Stud Eternamente Rio. Olympic Jackie, filha da fantástica Olympic Message, em sua primeira incursão nos dois quilômetros, finalizou em terceiro para Mais Que Bonita no “Duque de Caxias”, no final de agosto. Melhor aguerrida no percurso, parece plenamente capaz de surpreender a grande favorita. Veloz, Olympic Dust também é adversária perigosa.
Helquis (Haras Santa Maria de Araras) já secundou Mais Que Bonita duas vezes , andou sem passagem no segundo que fez no “Armando Carneiro” e classe não falta para a égua de Julio Bozano ser a primeira no espelho.
Hacienda (Stud Verde) está em franca evolução e figura como uma das mais fortes concorrentes. Outra excelente inscrição de Luiz Esteves. Perigoosa (Haras Doce Vale) descansou pouco mais de dois meses após terceiro espetacular no “Onze de Julho” e vai à raia com ampla confiança de seu staff. Gyoza (Haras Santa Rita da Serra) fez interessante quarto lugar no “Duque de Caxias” e surge como opção para os que buscam uma alternativa às mais apostadas.
Kim Besinger (Stud H&R) fez ótimo terceiro na homenagem ao fundador do Haras Nacional, em seu début nos dois quilômetros. Alex Mota será seu piloto. Única das inscritas preparada na Gávea, por José Ferreira dos Reis, Queen Of Rio (Haras Clark Leite) em seu primeiro teste nobre colocou-se (5ª) no Clássico Armando Carneiro (L.), vencido por Hacienda. Pule alta.
Por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli
