O próximo domingo, dia 07 de junho, marca a disputa da mais icônica prova para os produtos de 3 anos do turfe, o Derby Brasileiro.
O Grande Prêmio Cruzeiro do Sul, corrido na distância clássica da milha e meia, é realizado desde 1883 no Rio de Janeiro (somente não foi disputado em 1886 e também em 1966, nesta oportunidade quando se idealizou uma Tríplice Coroa nacional, cuja ideia acabou não vingando).
A primeira edição foi no Prado Fluminense, onde hoje se encontra o estádio do Maracanã, e a vitória ficou com Mascotte, de Manoel Ubelhardt Lemgruber.
A partir de 1932, com a inauguração do Hipódromo Brasileiro, na Gávea, o Grande Prêmio Cruzeiro do Sul recebeu o título de Derby e teve como seu primeiro ganhador Xenon, de Linneo de Paula Machado.
A prova celebra a excelência de qualquer geração (CLIQUE AQUI e veja todos os ganhadores até 2019, e alguns dos maiores craques do turfe nacional conquistaram a carreira:
Mossoró (1933); Talvez (1941); Criolan (1942); Helíaco (1947); Quiproquó (1953); Timão (1956); Narvik (1958); Escorial (1959); Sabinus (1968); African Boy (1979); Dark Brown (1980); Old Master (1984); Grimaldi (1986); Itajara (1987); Flying Finn (1990); Sandpit (1993); Groove (1996); Super Power (2000); Plenty Of Kicks (2012); e Bal A Bali (2014).
Este ano um novo proprietário pode ser imortalizado como dono de um derby-winner. Porém, entre os dez inscritos, três fardas já tiveram a honra de cruzar o disco em primeiro numa edição do Derby: o Haras Nacional, com seu Old Pretender (1988) o Stud Pedudu com Emperor Roderic (2017), e o Haras Regina, através de Olympic Hanoi (2018).
Conheça, abaixo, um pouco mais sobre os inscritos na 3ª Etapa da Tríplice Coroa de Produtos, que disputarão a tradicional carreira em 2.400 metros, na pista de grama do prado carioca e que será transmitido, com apostas, para Estados Unidos e Reino Unido:
Ronaldo Marins Lima está muito bem representado na carreira. Seus quatro potros vão à raia com boas chances. Terceiro colocado no “Francisco Eduardo”, o regular Abu Dhabi (Haras das Estrelas) vem de secundar Hummer (Stud Primeiro No Disco) – este em franca evolução – num pesos especiais com nível clássico corrido em 10 de maio na Gávea (ver filme acima) e ambos são nomes de realce na competição. He’s Gold (Stud Pedudu), que correu três vezes, todas em 2.000 metros, retorna muito preparado após quase nove meses fora das raias. Hector Gold (Haras Anderson) figurou na segunda etapa e pode surpreender os mais cotados.
Potro tido em altíssima conta, Notável (Haras Nacional) saiu pela baliza 15 e mesmo assim fez ótimo quinto lugar na 2ª Etapa da Tríplice Coroa. Em abril (04), Notável participou da milha e meia do GP Presidente Raphael Aguiar Paes de Barros (G3), em Cidade Jardim (ver filme acima). Na ocasião, enfrentando também os mais velhos, o castanho de Armando Carneiro perdeu carreira sem nome para Avião Sureño, em reta disputadíssima. Chance alta para o pupilo de Marcus Aurélio, que terá Acedenir Gulart no comando das rédeas.
Olho em Capitão Barbosa (Stud Habeas Corpus), atuando quase todas as vezes na esfera nobre, tanto que veio a obter seu primeiro triunfo recentemente, numa eliminatória em dois quilômetros. Komka (Stud HRN) é muito voluntarioso e desta feita não será o faixa do badalado Hamburguer. Surpresa possível.
Único perdedor do campo, Olympic Jhonsnow (Haras Regina) mostrou muitas melhoras no aumento do percurso. Opção para os que gostam de sair dos mais visados. Animal de grande regularidade, Bien Sureño (Neverending Stud) vem de Cidade Jardim com toda confiança de seu staff. Coração Sureño (Stud Happy Again) reaparece direto numa prova de G1. Treinado por Luiz Esteves, um dos melhores do país, melhor não desconsiderar suas possibilidades, tendo em vista o histórico do fantástico profissional.
por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli & Arquivo JCB
