Sweet Eternity, uma jóia de criação e propriedade do Haras São José da Serra » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Sweet Eternity, uma jóia de criação e propriedade do Haras São José da Serra

Uma verdadeira craque da criação do modelar Haras São José da Serra, a excepcional Sweet Eternity será homenageada pelo Jockey Club Brasileiro neste próximo sábado, dia 28. Serão sete as concorrentes: Quimaquina (Stud São Pedro do Rio Grande); Come This Way (Stud Baixo Vidigal); Namable (Stud Globo); Nice Lou (Stud Caxambu); Rossi Vieira Souto (Sinval Domingues de Araújo); Maeght (Haras Louveira); e Dinâmica do Park (Stud Dafama).

Filha de Effervescing na incrível Sweet Honey (GGPP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro, G1, e OSAF, G1 em 1987), por Egoísmo, Sweet Eternity era irmã inteira de Suspicious Mind, vencedor do GP Presidente da República (G1) em 1993 e pai de diversos ganhadores clássicos, incluindo Daily Moon, que levou o GP Roberto e Nelson Grimaldi Seabra (G1) em 2004, e  de Sirena, que repetiu o feito de sua mãe e venceu o GP OSAF (G1) em 1996. Era ainda irmã materna de Sweet Mind (Baligh), ganhadora clássica (Clássico Octávio Dupont, L.) e mãe do bicampeão do GP Bento Gonçalves (G1), Starman.

Treinada por Dulcino Guignoni, Sweet Eternity somente cruzou o disco na frente em sua sétima apresentação, mas o fez em grande estilo, nos 2.000 metros do GP Diana (G1), lembrando outro craque do Haras São José da Serra – o maior de todos –, Sandpit (Baynoun e Sand Dancer, por Green Dancer), que também deixou o perdedor em uma prova de Grupo 1 (o Grande Prêmio Linneo de Paula Machado, o Grande Criterium),  coincidentemente no mesmo percurso.

A partir de sua primeira conquista, abriu carreira e levou os 2.400m do GP Marciano de Aguiar Moreira (G1), na época a terceira prova da Tríplice Coroa de Potrancas; em seguida, com o mesmo Marcelo Cardoso em seu dorso, escreveu para sempre o seu nome na história do turfe brasileiro, ao desbancar os melhores corredores de sua geração (e anteriores)  no GP São Paulo (G1), e, no que seria sua despedida das pistas, voltou a superar os machos nos 2.400m do GP Dezesseis de Julho (G2).

Após esta sequencia impressionante de vitórias, Sweet Eternity despertou interesse de investidores estrangeiros e, antes que pudesse participar do GP Brasil (G1), onde chegou a ser inscrita, foi adquirida por alta soma por um proprietário árabe. Anos mais tarde, o Stud TNT a arrematou em um leilão em Keeneland, nos Estados Unidos.

É outra égua descendente de uma excelente reprodutora trazida para o Brasil pelo Haras Ipiranga: Portoire, ascendente de Drósera, Obelisco (exportado para a Venezuela), San Pablo (campeão do GP Consagração, G1), Leonino, Rasharkin (GGPP Diana, G1, Rio e São Paulo, GP Henrique Possollo, G1), Ardashir (GP Diana, G1, GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro, G1), Eternitá (GP Henrique Possollo, G1), entre outros.

Por Celson Afonso com assessoria da Gerência de Turfe – Mídias: Internet

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