O argentino Gualicho, nascido em 22 de outubro de 1948, criado por Jorge A. Santamarina e importado pelo Stud Almeida Prado & Assunção, foi, sem sombra de dúvidas, um dos melhores animais que já atuou em pistas nacionais. Para muitos, o melhor.
Filho do inglês The Druid na argentina Golconda, pelo também argentino, e um chefe de raça, Congreve, o castanho, com seu famoso ponto de interrogação na fronte, sempre foi treinado por Manoel Branco e teve como jóquei Olavo Rosa.
Gualicho é o único cavalo da história a vencer os GPs São Paulo e Brasil por dois anos consecutivos, em 1952 e 1953 (na foto, a vitória de 1953 na Gávea), e assinalar o recorde dos 3.000 metros nos dois hipódromos, sendo que no prado paulista a marca vigora até os dias de hoje.
No São Paulo, ele venceu o argentino Panther e o francês Fort Napoléon, em1952, e em 1953, os argentinos El Aragonés e Mancebo.
Na Gávea, em 1952, foi o mesmo placar de Cidade Jardim, enquanto no ano seguinte suplantou o argentino Away e o tríplice-coroado carioca Quiproquó. Despediu-se das pistas no dia 25 de janeiro de 1954, com um quarto, atrás dos já citados El Aragonés e Quiproquó, e do chileno Biriatou, nos três mil metros do Grande Prêmio IV Centenário da Cidade São Paulo.
Na reprodução, os filhos de maior destaque do craque foram Fútil (Caradja), ganhadora do GP Barão de Piracicaba, em 1959, e o alazão Nascate (Garrama). Além de avô materno da tríplice coroada paulista Jembélia.
da Redação – Foto: Arquivo JCB
