Em 17 de fevereiro de 2019, Grandeza conquistou o Grande Prêmio Henrique Possolo (G1), abrindo a Tríplice Coroa de Potrancas da temporada passada no Jockey Club Brasileiro.
Após a excelente partida, Mariko Mori, Grandeza, Doppio Shanghai, Mendieta e Lisboeta saíram lutando pela primeira colocação. Pineapple Pie, Gana Forte, Gaivina, Little Bad Girl, Naomi Broadway e Olympic India vinham a seguir. Com todos os jóqueis parando suas conduzidas, coube a Doppio Shanghai fazer o train da carreira, seguida por Grandeza. Mariko Mori, Pineapple Pie, Mendieta vinham não muito loge das primeiras. Grandeza, aos saltos, esperava a hora decisiva para “o bote”.
Em plena reta final, Grandeza logo tratou dos papéis, dominou Doppio Shanghai e abriu dois corpos sobre o lote de rivais. Lisboeta, pela cerca, e Pineapple Pie, pelo meio de raia, apresentavam-se para a luta. Porém, Grandeza é potranca diferenciada e, na tocada segura de Marcelo Gonçalves, não deu confiança às rivais, abrindo luz para o espelho e o caminho para a Tríplice Coroa. Lisboeta, em ótima performance, formou a dupla. Pineapple Pie, Mendieta e Gaivina completaram o placar.
Em mais uma grande apresentação de Christiano Oliveira, Grandeza é uma filha de Put It Back e Vanua Levu, por Wild Event, de criação e propriedade do Haras Santa Maria de Araras. Grandeza, que obteve seu batismo nobre na prova, assinalou para a milha, 1min35s27.
CURIOSIDADES
– O Haras Santa Maria de Araras é o maior ganhador do Possolo como criador e proprietário, com 12 vitórias como proprietário e 15 como criador:
Criador: 1985 – Paris Queen; 1987 – Rasharkin; 1990 – Unifrance; 1995 – Dawn Avalon; 1996 – Eternitá; 1997 – Special Lady; 2003 – Must Be Flying; 2007 – Que Fuerza; 2008 – Rubia Del Rio; 2009 – Smile Jenny; 2011 – Olympic Message; 2014 – Brilhantíssima; 2016 – Dolemite; 2018 – Fanciful; e 2019 – Grandeza
Proprietário: 1985 – Paris Queen; 1987 – Rasharkin; 1990 – Unifrance; 1992 – Quidade (criada pelo Haras Fronteira P.A.P); 1995 – Dawn Avalon; 1996 – Eternitá; 1997 – Special Lady; 2003 – Must Be Flying; 2007 – Que Fuerza; 2008 – Rubia Del Rio; 2014 – Brilhantíssima; e 2019 – Grandeza.
– Curiosamente, nenhuma das cinco Tríplices Coroadas é do Haras Santa Maria de Araras: Indian Chris (1991 – Fazenda Mondesir); Virginie (1998 – Haras São José & Expedictus); Be Fair (2000 – Haras São José & Expedictus); Old Tune (2012 – Haras Internacional); e No Regrets (2017 – Haras Doce Vale).
– Olympic Jackie (Haras Regina) tem o Possolo no sangue, filha que é da craque Olympic Message, ganhadora da prova em 2011 para a farda rubro-negra de Sérgio Coutinho Nogueira.
-Recentemente falecido, Manoel Bezerra da Silva, o “Bequinho” conquistou o Possolo em 1962 pilotando Brigitte, do Stud Linneo de Paula Machado.
– Entre os 15 jóqueis que atuam no Possolo 2020 seis deles já venceram a carreira:
*Carlos Lavor (6x – Quidade; Dawn Avalon; Eternitá; *Virginie; *Be Fair; e Rubia Del Rio, sendo o maior ganhador da história da carreira entre os pilotos).
Jorge Ricardo (Fanciulla Del West 1999).
Valdinei Gil (Brilhantíssima)
*Wesley da Silva Cardoso (*No Regrets).
Henderson Fernandes (Fancifull)
Marcelo Gonçalves (Grandeza).
*Tríplices Coroados
– Entre os nove treinadores com animais anotados na prova, cinco deles já levaram a taça do Possolo para casa:
– Roberto Morgado Neto (5x – Que Fuerza; Rubia Del Rio; Smile Jenny; Brilhantíssima; e Dolemite)
– Ildefonso Coelho de Souza (4x – Quidade; Dawn Avalon; Eternitá; e Special Lady)
– Christiano Oliveira (2x – Fanciful e Grandeza)
– Adelcio Menegolo (Irish Lover – Stud Gold Horse – 2002)
– Roberto Solanés (Olympic Message – Haras Regina – 2001)
– Disputado no JCB desde 1932, o Possolo passou a abrir a Tríplice Coroa de Potrancas em 1979.
– Se na era moderna da carreira (como abertura da Tríplice Coroa de Potrancas), o maior vencedor é Roberto Morgado Neto – vale lembrar que seu bisavô, Eulógio Morgado, venceu a primeira versão (1932) através de Caicó (F.J.Lundgren) –, com cinco triunfos, na história, quem mais conquistou o Possolo é o treinador com maior número de vitórias no turfe carioca, o fenômeno Ernani de Freitas, ganhador do páreo em 11 anos.
por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli
