O Grande Prêmio Henrique Possolo (G1) tem campo cheio e equilibrado e é só a primeira etapa para a Tríplice Coroa. Para termos uma ideia do quão complicada é a tarefa, apenas cinco éguas – Indian Chris 1991; Virginie 1998; Be Fair 2000; Old Tune 2012 (foto acima); e No Regrets (2014) – conseguiram o consagrado título.
Afinal, é empreitada das mais árduas vencer em pouco menos de 60 dias em três distâncias diferentes – 1.600; 2.000 (GP Diana G1); e 2.400 metros (GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro G1) – enfrentando as melhores da Geração.
Em 2020, 15 competidoras estarão alinhadas em mais um Possolo. São elas:
Mais Que Bonita (Stud Eternamente Rio) e Intuição (Stud Rio Dois Irmãos) venceram as preparatórias e chegam ao Possolo 2020 entre as mais fortes. Ambas treinadas por Luiz Esteves, que vence G1 como quem toma um picolé na esquina, as duas potrancas gostam de correr entre as ponteiras e seus pilotos precisarão ser inteligentes, pois o ritmo promete ser aceso.
Happy Bryan (Stud Pedudu) e Happy To Be Me (Haras Regina) são as ganhadoras de G1 da competição.
Especializada no tiro curto, Happy Bryan venceu o “Suckow 2019”. Seu treinador sempre confiou no seu potencial com o aumento do percurso e agora a tordilha encara seu maior teste na milha, amparada por ótimos matinais e seu grande poderio locomotor.
Happy To Be Me, que levantou os GGPPs Diana e Margarida Polak Lara, em São Paulo, terminou em quarto no trial quando estava quase três meses fora das pistas. Aguerrida, merece respeito. Companheira de farda de Happy To Be Me, Olympic Jackie (Haras Regina), tem carreira para mais.
Helquis e Heartland, as duas do Haras Santa Maria de Araras, que já venceu o Possolo 12 vezes como proprietário e 15 como criador, secundaram Mais Que Bonita e Intuição nas preparatórias, mais precisamente, e na ordem, nos GGPPs Mariano Procópio (G3) e Roger Guedon (G3), chegam ao páreo com extremas possibilidades.
Quatro meses fora das raias, ela que foi líder da Geração antes do fenômeno Jolie Olímpica, Quick’N Easy (Haras Doce Vale) aguerriu-se com o terceiro no “Mariano Procópio” em dezembro e vai ao páreo como concorrente das mais poderosas. Cada dia correndo melhor nas distâncias mais alentadas – começou sua campanha no tiro curto -, Gata Y Flor (Coudelaria Esmeralda) é opção das mais interessantes na disputa.
Hang Loose (Stud By Winner’s), em franca evolução, Tanganyka (Carlos dos Santos), mostrando bom padrão depois que “passou” do quilômetro, I’m Stronger (Haras Santa Rita da Serra), levada com fé por seu staff, Regal Daphne (Coudelaria Monte Parnaso), com o aguerrimento obtido, Hard Choice (Haras Fronteira P.A.P./ Stud Embalagem), apesar da baliza ruim, e Happy Party (Stud Santa Maria), que é mais uma do time de Julio Bozano, figuram como as alternativas aos que gostam de fugir das mais visadas.
Vale lembrar que o páreo terá imagens enviadas para a França e não teremos a “faixa” e sim P1 e P2 (no caso de Heartland e Helquis e também com Happy To Be Me e Olympic Jackie).
por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli; Gerson Martins & Porfírio Menezes
Vídeo Divulgação – Tv Turfe
