Não Da Mais e Carlos Lavor vitória maiúscula no GP Carlos Pellegrini (G1) » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Não Da Mais e Carlos Lavor vitória maiúscula no GP Carlos Pellegrini (G1)

De ponta a ponta, Não Da Mais, com direção fenomenal e enérgica de Carlos Lavor, conseguiu triunfo maiúsculo no Gran Premio Carlos Pellegrini (G1), maior prova do turfe sul-americano, disputada neste sábado, 14 de dezembro, no Hipódromo de San Isidro, em 2.400 metros, pista de grama leve.A imagem pode conter: 1 pessoa, cavalo e atividades ao ar livreUm filho de T.H.Approval e Espetacular, por Pitu da Guanabara, Não Da Mais é um 3 anos de campanha magnífica, sendo dono de cinco vitórias (quatro delas em G1 – GP Carlos Pellegrini, GP Derby Paulista, GP Juliano Martins e GP J.Adhemar de Almeida Prado, todos em Cidade Jardim), entre os 1.000 metros, em sua estreia, até a milha e meia, e esses triunfos em 2.400 foram, “somente”, no Derby Paulista e essa no Pellegrini. Não Da Mais para os rivais, pois o potro do Haras Phillipson faz jus ao nome de sua mãe: ESPETACULAR!

 Benjamin Steinbruch, que acaba de ser reeleito presidente do Joceky Club de São Paulo, sente pela segunda vez a emoção de ver um animal de sua criação e propriedade conquistar o Pellegrini, uma vez que em 2012, Going Somewhere (Sulamani e Angel Star, por Special Nash) levantou a importante carreira para o Haras Phillipson. Um presente para quem investe e acredita no turfe brasileiro ter um Não Da Mais nascendo em seus campos e brilhando mundo afora.O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é naodamais-1024x576.jpgCarlos Lavor escreveu mais um capítulo vitorioso em sua gloriosa carreira. O bridão, que ganhou fôlego novo em sua carreira após o nascimento do pequeno Arthur (que já está quase do tamanho do pai) é dono de mais de 4.000 vitórias e pela primeira vez venceu uma carreira fora do país e o fez bem ao estilo C.Lavor, no maior palco, na pista de grama e na principal prova do turfe sul-americano, o Gran Premi Carlos Pellegrini. Seus olhos marejados na volta de Não Da Mais emocionaram a todos que gostam do turfe e admiram o brincalhão, falante e fabuloso piloto que há mais de três décadas encanta a todos com sua técnica e vigor inesgotável. O domingo na Gávea, aonde tem montaria nos sete primeiros páreos da programação, será palco de novas histórias dele, que é o maior vencedor em atividade no prado carioca: Carlos “Genial” Lavor.

Afonso Flório Barbosa faz trabalho espetacular com os cavalos do Haras Phillipson e esse bicampeonato (era o treinador de Going Somewhere) coloca mais um ponto exclamação numa carreira repleta de triunfos importantes. Apresentação exemplar do profissional, pois a forma de Não Da Mais era percebida a olhos vistos pela tv e pelos presentes ao prado argentino. Aula!

Lançado para a ponta, Não Da Mais floreou como quis. Jorge Ricardo, um estudioso das corridas, sabendo do poderio de Não Da Mais, posicionou seu Pure Nelson na terceira colocação, logo atrás do segundo, Bonyfacio Rye. Agassi e George Washington vinham no meio do pelotão, mais ou menos em 12º e 14º lugares.

Na reta, Pure Nelson arrumou ótima passagem e veio para cima de Não Da Mais, que estava inteiro e com fôlego economizado pelo galope à vontade na primeira parte do percurso. Pure Nelson atacou Não Da Mais e tivemos a oportunidade de ver os dois mais vencedores pilotos do turfe carioca em uma reta sensacional no Pellegrini. Pure Nelson perdeu o ímpeto e Não Da Mais desvencilhou-se, cruzando o disco com Carlos Lavor comemorando. Francisco Leandro trouxe Miriñaque do fundo do lote para ficar com a formação da dupla. Pure Nelson finalizou em terceiro, numa “Trifeta” de jóqueis brasileiros. Imperador e Tetaze completaram o marcador. Os também brasileiros, George Washington (Stud Happy Family) e Agassi (Stud Verde) finalizaram, respectivamente, na 9ª e 18ª posições.

O ganhador passou os 2.400 metros, na pista de grama leve, em 2min24s96.

Essa foi a sétima vitória brasileira na importante prova: Escorial (1959); Immensity (1983); Much Better (1994); Gorylla (2003); Xin Xu Lin (2010); e Going Somewhere  (2012)

por Fernando Lopes – fotos: Karol Loureiro

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