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Sábado é dia de Derby

O próximo sábado, dia 20 de abril de 2019, marca a disputa da mais icônica prova para os produtos de 3 anos do turfe, o Derby.

Esta será a 136ª disputa do Grande Prêmio Cruzeiro do Sul, corrido na distância clássica da milha e meia, que é realizado desde 1883 no Rio de Janeiro (somente não foi disputado em 1966 quando se idealizou uma Tríplice Coroa nacional cuja ideia acabou não vingando).

A primeira edição foi no Prado Fluminense, onde hoje se encontra o estádio do Maracanã, e o vencedor foi Mascotte, de Manoel Ubelhardt Lemgruber.

A partir de 1932, com a inauguração do Hipódromo Brasileiro, na Gávea, o Grande Prêmio Cruzeiro do Sul recebeu o título de Derby e teve como seu primeiro ganhador Xenon, de Linneo de Paula Machado.

A prova celebra a excelência de qualquer geração (CLIQUE AQUI e veja todos os ganhadores até 2017, lembrando que Olympic Hanoi, do Haras Regina – foto no começo do texto – venceu em 2018) e alguns dos maiores craques do turfe nacional conquistaram a carreira: Mossoró (1933); Talvez (1941); Criolan (1942); Helíaco (1947); Quiproquó (1953); Timão (1956); Narvik (1958); Escorial (1959); Sabinus (1968); African Boy (1979); Dark Brown (1980); Old Master (1984); Grimaldi (1986); Itajara (1987); Flying Finn (1990); Sandpit (1993); Groove (1996); Super Power (2000); Plenty Of Kicks (2012); e Bal A Bali (2014).

Se em 2019 não há nenhuma potranca inscrita, 11 fêmeas já venceram o Derby em suas 87 edições: Tia King (1935); Latlantide (1939); Jamunda (1940); Fontaine (1945); Platina (1952); Joiosa (1954); Courageuse (1955); Elamiur (1970); Country Baby (1994); Coray (2001); e Daffy Girl (2016).

Não podemos esquecer que uma das retas mais emocionantes da história do tufe (ver vídeo acima) foi protagonizada por Be Fair no Derby de 2000, quando a fantástica potranca do Haras São José & Expedictus quase impediu o título de Super Power (Stud Rio Aventura), apenas 21 dias após vencer o GP Marciano Aguiar Moreira (G1) e inscrever seu nome no rol das Tríplices Coroadas do Jockey Club Brasileiro.

Vencer o Derby contra a elite de sua geração exige tudo de um 3 anos: coração e pulmões impecáveis, manutenção de velocidade na distância, tendões de aço para conseguir se manter próximo à cerca nas quatro curvas da pista e, acima de tudo, vontade de vencer. De seu jóquei, se exige calma, equilíbrio e uma perfeita noção de percurso.   

Este ano um novo proprietário pode ser imortalizado como dono de um derby-winner. Porém, entre os treze inscritos – já conhecida a deserção de Pallito (Stud Better), três fardas já tiveram a honra de cruzar o disco em primeiro numa edição do Derby: o Stud São Francisco da Serra, através do Tríplice Coroado, Plenty Of Kicks, em 2012; o Stud Pedudu, em 2017, com Emperor Roderic, e o Haras Regina, vencedor da última disputa, com Olympic Hanoi.

Conheça, abaixo, um pouco mais sobre os inscritos na 3ª Etapa da Tríplice Coroa de Produtos, que disputarão a tradicional carreira em 2.400 metros, na pista de grama do prado carioca e que será transmitido para a França, parte integrante que é da jornada com imagens liberadas para o país europeu:

Ganhador em grande estilo do GP Francisco Eduardo de Paula Machado (G1), Taksim (Carlos dos Santos) vem forte para o Derby, rende o máximo neste tipo de distância e mais uma vez contará com a eficiência da dupla Cosme Morgado Neto e Jorge Ricardo.

Guardado para a importante prova, enquanto seus maiores rivais desgastavam-se em embates duríssimos no caminho da Coroa, Tanto Riso (Stud São Francisco da Serra) chega para a milha e meia no capricho de Julio Cezar Sampaio e contando com a direção do sempre inspirado Valdinei Gil.

Com o forfait de Leviatan (Stud Eternamente Rio), Galaxy Runner (Haras Sweet Carol) que melhora a cada apresentação é um nome que surge entre os prováveis  e podem contar com o alazão nos metros decisivos da prova. Olympic Icecream (Haras Regina) é outro que só faz melhorar e recebe o reforço de Olympic Ipswich, que tem segundo para Halston (Haras Cifra), no GP Derby Paulista (G1), em percurso semelhante.

Miracle Mile (Stud Chesapeake), esbanjando regularidade; Garrison (Stud Pedudu) e Star Wars (Stud Duplo L do Rio) fizeram forfait na 2ª Etapa e voltam no capricho de Ronaldo Lima, em fase soberba. Flash Olímpico (Stud Luis Felipe Pelanda; Victor Correia & Tarcisio Versiani) está em francos progressos e a confiança de seus proprietários pode ser medida pela ousadia de tentar trazer Altair Domingos da Argentina para montar o potro preparado por Adelcio Menegolo, o que não se concretizou em virtude do adiamento da carreira pelo temporal que arrasou boa parte da cidade. Marcelo Gonçalves, jóquei do recente triunfo conquistado por Flash Olimpico estará novamente em seu dorso.

Jet Lag (Alberto Juarez Tiellet Miorim) deve pontear a carreira e pode surpreender os mais cotados, pois atravessa excelente fase. Desde as primeiras saídas, quando ainda era um reservado de seu criador, o Stud TNT, todos diziam que o Derby era o destino de George Washington. Domingo é dia do potro, hoje de propriedade do Stud Happy Again, mostrar isso na raia. Medjugorje (Haras Nacional) trocou de CT, de treinamento e precisa ser olhado com atenção. 

por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli

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