Hoje, talvez tão importante para o processo de seleção do cavalo de corrida quanto o Derby, o Diana é a prova que consagra a melhor potranca de 3 anos de sua geração.
Ganhar o Diana significa entrar para a tri-secular história do turfe. Na Inglaterra e em vários países de língua inglesa, o Diana tem o nome de Oaks e seu dia é consagrado às mulheres, atraindo sempre uma multidão feminina ao hipódromo.
Este ano, o Diana carioca, vencido ano passado por Silence Is Gold (foto) será disputado, como já é habitual no turfe carioca, na tarde de domingo, dia 17 de março, junto com o GP Francisco Eduardo de Paula Machado (G1), a segunda prova da tríplice-coroa de produtos de 3 anos.
Grandeza (Haras Santa Maria de Araras), ganhadora do GP Henrique Possolo (G1) – 1ª Etapa da Tríplice Coroa de Potrancas é a candidata a entrar no seleto hall formado pelas cinco Tríplices Coroadas – Indian Chris (1991); Virginie (1998); Be Fair (2000); Old Tune (2012); e No Regrets (2017), precisando para isso, ainda, claro, superar suas adversárias nos 2.400 metros do GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro (G1), em abril.
Crème de la crème para proprietários e criadores, o Grande Prêmio Diana (G1), além das cinco Tríplices Coroadas supracitadas, tem em sua lista de ganhadoras, entre outras, nomes como: Valence (a primeira ganhadora, em 1932); Fontaine (1945); Platina (1952); Joiosa (1954); Courageuse (1955); Elamiur (1970); Emerald Hill (1978); Apple Honey (1979); Rasharkin (1987); Smille Jenny (a vencedora da única versão do GP Diana na pista de areia, em 2009); Hunka Hunka (2011); Brilhantíssima (2014); Daffy Girl (2016); e as três ganhadoras do GP Brasil: a tetracampeã do Diana, Tirolesa (1948, 1949, 1950 e 1951); Sweet Eternity (1999) e Coray (2001).
Disputada até 1962 em 2.400 metros, o Diana a partir de 1963 começou a ser corrido em 2.000 metros, com exceção feita a 2009, quando da reforma da pista de grama, em que realizou-se em 1.900 metros, raia de areia. Neste domingo, 17 de março, 10 concorrentes irão alinhar na seta dos dois quilômetros.
Vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma delas:
Lisboeta (Quick Road e Desejada Quality, por Elusive Quality) – Haras Figueira do Lago – B. Queiroz Ap.1 / D.Guignoni – Vem de secundar Grandeza no Possolo e tem raça para melhorar ainda mais no aumento da distância.
Little Bad Girl (Agnes Gold e Wild Moon, por Wild Event) – Haras Figueira do Lago – L.Henrique/ D.Guignoni – Chegou descolocada na 1ª etapa, mas reforça demais a parelha de Barbara e Alvaro Magalhães, pois assim como sua companheira, rende o máximo nas distâncias de meio fundo e já derrotou, nos 2.000 metros, a candidata Grandeza.
Gaivina (Gone Away e Calandra, por Put It Back) – Haras Santa Maria de Araras – V.Gil/ C.Oliveira – A escolha do jóquei titular no Possolo, acabou na quinta colocação. Mais aguerrida e rendendo o máximo numa raia mais seca, surge como competidora de realce.
Grandeza (Put It Back e Vanua Levu, por Wild Event) – Haras Santa Maria de Araras – M.Gonçalves/ C.Oliveira – A candidata à Tríplice Coroa na Temporada 2018/2019 venceu em grande estilo o GP Henrique Possolo (G1), só faz melhorar e sua chance de chegar viva na luta pela glória de ser Tríplice Coroada no GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro é enorme.
Pineapple Pie (Wild Event e I Scream, por Ay Caramba) – Haras Doce Vale – W.S.Cardoso/ V.Nahid – Terceira colocada no Possolo, tem tudo para ir muito bem aos 2.000 metros (sua mãe é ganhadora do OSAF paulista em 2012). Conta com a confiança absoluta de seu staff.
Perigoosa (Public Purse e I’m A Lady, por Wild Event) – Haras Doce Vale – A.Correia/ V.Nahid – Confirmando seu ótimo terceiro contra as mais velhas, batida apenas pela ótima Easiest Way e Fly First Class, essa neta de Wild Event desce do CT Vale do Itajara para cumprir destacada performance.
Midsummer Rain (Setembro Chove e Kelang, por Deputy Commander) – Stud Chesapeake/ Stud V.Jabor – M.Gonçalves/ L.Esteves – Ganhadora do trial (Prova Especial Virginie) em sua primeira incursão na distância, está em francos progressos. A turma encorpou e fará seu teste de fogo.
Ray Grass (Cisne Branco e Aquamarine, por Wild Event) – Haras Fronteira P.A.P./ Stud Best Friends – A.Paiva/ I.C.Souza – Vencedora da primeira preparatória para o Possolo (GP Mariano Procópio), em dezembro, acabou ficando de fora da disputa inicial, por contratempos. Melhora a cada corrida, já correu com destaque no percurso e pode, mais uma vez, surpreender as mais cotadas.
Naomi Broadway (Salto e Via Broadway, por Northern Afleet) – Haras do Morro – A.Gulart/ L.Esteves – É levada com muita fé por seus responsáveis. Descolocou-se no Possolo, vai na distância pela 1ª vez e vai em busca de dar alegria a seu proprietário, que não terá Garbo Talks na disputa entre os machos. Pule alta possível.
Kassie’s Angel (Agnes Gold e Khalissa, por Diesis) – Haras Las Madres/ Stud Eternamente Rio – V.Borges/ L.Esteves – vem mostrando muita regularidade no aumento do percurso (com dois segundos, perdendo carreiras por pequenas diferenças). A fase de seu staff é fabulosa e merece ser respeitada.
por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli & Arquivo JCB5
