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Tabelas de pesos  (Milton Lodi)

A perversa tabela de pesos utilizada na argentina deixou de ser respeitada pelo Brasil quando Marcos Araújo Ribas de Faria, o nosso e saudoso Marcos Ribas, entendeu de amenizá-la. Em lugar da argentina para os 2.400 metros, em novembro-dezembro, de 54kg para 3 anos, 60kg para os 4 anos, e 61kg para os 5 e mais anos, Marcos Ribas entendeu de simplificar pelo menos em parte corrigir ou suavizar a diferença. Para isso, determinando 53 ½ kg para os 3 anos e 58 kg para os 4 e mais anos. Simplificou, e diminuiu a diferença de 6Kg para 4 ½ kg. Não era, na cabeça dele, uma tabela definitiva, mas melhorada, e ele alvitrava, em função de novos resultados em alguns anos, diminuindo os 4 ½ kg para 4kg, ou quem sabe mesmo 3 ½ kg, tudo ditado pelos resultados.

 

A ideia dele era estabelecer um equilíbrio, uma diferença razoável, além de dar o mesmo peso para os animais de 4 e mais anos, tendo unido os mais velhos de 5 e mais com os de 4 e mais anos. Foi até mesmo admitido, apenas teoricamente, que os 5 e mais anos recebessem dos 4 anos uma vantagem, digamos 1kg, quem sabe 1 ½ kg. Mas isso ficou apenas em conjecturas, pois o tempo dele terminou antes que novos resultados lhe dessem subsídios. Essas palavras tem o propósito maior de, pelo menos antes de resultados de novas práticas, serem providenciados novos números.

 

O que importa no momento é nos afastarmos da perversidade da tabela argentina. Essas apreciações e estudos são necessários, para antecipadamente substituir palpites opiniões infundadas e “achismos”. Nós temos no momento no turfe brasileiro Handicapeurs competentes. O JCB conta com um discípulo de Marcos Ribas, Vicente Britto, e o JCSP com o veterano e respeitado Arthur Francisco. De nada adianta eventualmente criticá-los, pois além deles serem competentes, não há melhores do que eles que eu conheça.

 

O JCPR teve durante um bom tempo César de Paula, hoje Secretário da Comissão de Corridas, e que foi substituído por Alexandre Reichel, filho do bom jóquei Omário Reichel. Como o turfe no Paraná conta normalmente só com cerca de 400 animais, não há mais o que fazer do que chamar os páreos dando oportunidades a uniões, misturas, enfim, junções de páreos para serem formados os programas. César de Paula sempre foi muito bom nessa arte, e acredito que o atual Alexandre Reichel siga os passos dele. Quanto ao JCRS, também só contando com cerca de 450 animais, não tenho conhecimentos, mas confio na liderança do ótimo Presidente José Vecchio Filho, o da blusa verde limão. O Ministério da Agricultura, em relação ao turfe, dorme e engaveta proposta e solicitações. O Código Nacional de Corridas proposto com alterações para modernizá-lo já carece, pelo passar do tempo, de alterações, atualizações antes de sair das gavetas do Ministério. Quanto ao Ministério da Fazenda, a determinação do tal imposto de cerca de 40% só pode ser da onda vermelha da qual já estamos livres, ou da cabeça de algum burocrata que desconhece por completo o turfe brasileiro.

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