Repetindo o padrão mostrado em sua estreia e adaptando-se perfeitamente ao aumento da distância, Black Cello manteve sua invencibilidade e deu um show no Grande Prêmio Conde de Herzberg (G2), uma das provas mais tradicionais do calendário clássico nacional e um divisor de águas para a nova geração, anos após ano. A carreira, uma homenagem do JCB a um de seus fundadores, foi realizada em 1.500 metros, pista de grama leve e um dos destaques da reunião deste domingo, 29 de abril, no Hipódromo da Gávea.
Partida boa para os dez concorrentes. Inforcer e Black Cello saíram na frente, seguidos por Olympic Ipswich, Lamartine, Guri Carioca, Laurent, Olympic Impact, Taksim, George Washington e Parigi vinham na sequência. Na grande curva, sempre muito fácil, Black Cello assumiu a ponta. Inforcer era o segundo.
No momento da decisão, Black Cello entrou na frente e logo a tropa apresentou armas. Inforcer, Laurent, Lamartine e Olympic Ipswich apresentaram-se para a luta. Todavia, Black cello estava inteiro na frente. Potro de futuro e mostrando categoria, Black Cello, quando acionado por Victoria Mota (impecável na direção do ganhador), correspondeu plenamente, desvencilhou-se dos adversários e galopou soberano para o espelho, em êxito firme. Taksim atropelou forte para formar a dupla. Lamartine, Olympic Ipswich e Inforcer completaram o marcador.
Assim como Platine, a líder entre as fêmeas, Black Cello é treinado pelo consagrado e maior ganhador em atividade no turfe carioca, Venâncio Nahid. Um filho de Put It Back e Quanto Carina, por Wild Event, criado pelo Haras Santa Maria de Araras e de propriedade do Stud B L, Black Cello, na sua segunda vitória, em igual número de apresentações, parou os cronômetros em 1min29s26.
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por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli





















