Numa atropelada sensacional, com Carlos Lavor mostrando porque é o piloto em atividade no país com o maior número de vitórias, fazendo um perfeito trabalho com o chicote na direita e na canhota, Leão de Prata alcançou Last Hope no último pulo para levar a melhor no Grande Prêmio Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (G3), carreira Seletiva para o Latino 2018. O páreo, em 1.900 metros, pista de areia macia, classificou o cavalo de Luis Antonio Ribeiro Pinto para correr, em Maroñas, Uruguai, dia 11 de março, o Gran Premio Asociación Latinoamericana de Jockey Clubes e Hipódromos (G1) e foi a atração principal da reunião deste domingo, 21 de janeiro, no Hipódromo da Gávea.
Campo cheio e largada penas regular, uma vez que First Amour pulou com atraso. Instigado por seu piloto, Bold Retriever resolutamente assumiu o comando das ações com Soldier Of Mondesir em segundo. Capitólio, Know How, Desejado Outplay, Numba Juan, Peter-Pilotto, Last Hope, Guaruman, Public Job, Enólogo, Departure Time, Leão de Prata e First Amour vinham na sequência. Puxando ritmo forte, de acordo com a categoria dos inscritos, Bold Retriever tirava alguns dos rivais do natural e tanto Soldier Of Mondesir quanto Capitólio já vinam bem procurados por seus pilotos no grande curva. Last Hope melhorava pela cerca interna e Leão de Prata ainda vinha no0 bloco de trás.
Na hora da verdade, Last Hope, que vinha na esteira de Bold Retriever, foi arrancado para linha três e começou a caça a Bold Retriever. Pelo meio de pista, Guaruman apresentava-se e Leão de Prata emergia do fudno do lote. Last Hope tomou conta da situação e chegou a dar fila de vitória, ao abrir dois corpos sobre o lote. Entretanto, com Carlos Lavor em dia de Carlos Lavor, Leão de Prata embalou, o pilto trocou o chicote para a esquerda e depois para a direita, fazendo com que Leão de Prata pegasse Last Hope no último salto e conquistando o direito de representar o Jockey Club Brasileiro em maroñas. Em grande performance, Bold Retriever terminou em terceiro, com Desejado Outplay em quarto e Enólogo na quinta colocação.
Na sua segunda ponta e dupla na reunião (Extraordinaria e Firmeza, a outra), Julio Cezar Sampaio mostrou a conhecida competência para preparar um PSI e trouxe Leão de Prata do CT Dedo de Deus em forma sensacional, como de hábito. O ganhador, um filho de Crimson Tide e L’escapade, por Aksar, de criação e propriedade do Stud São Francisco da Serra, de Sir Luis Antonio Ribeiro Pinto. Na sua quinta vitória, a primeira nobre, Leão de Prata parou os cronômetros em 2min02s10.
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por Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli
























