Notas – Julho de 2017 (Milton Lodi) » Jockey Club Brasileiro - Turfe

Notas – Julho de 2017 (Milton Lodi)

Notas – Julho de 2017 (Milton Lodi)

 

  • 1) Quatro bons jóqueis brasileiros estão radicados em Buenos Aires, e com sucesso. Jorge Ricardo lá está há 10 anos, e mesmo tendo ficado fora das pistas duas vezes por longos meses, em função de grave doença e quedas, voltou a aspirar o título máximo que já foi dele em duas oportunidades, e sempre focado em voltar a ser o jóquei de maior número de vitórias no mundo em todos os tempos, sofreu uma violenta queda, tendo o seu conduzido tentado entrar correndo para uma saída lateral da pista. Com duas fraturas na coxa esquerda, as 32 vitórias que lhe restam para chegar à liderança mundial tiveram que aguardar. Já caminhando de bengala e em franca e rápida recuperação, após sua operação, Ricardo passou duas tardes na Gávea revendo os seus muitos amigos. Disse que já trouxe a família de volta para o Brasil, e ele deverá voltar às pistas dentro de dois meses, sem pressa, pois o seu competidor, o canadense Russel Baze, parou de montar em definitivo. Ricardo deverá voltar a ser líder mundial em Buenos Aires, onde foi acolhido de braços abertos, e depois virá para o Rio de Janeiro, onde pretende montar mais um pouco e então encerrar a sua trabalhosa mas vitoriosa campanha nas pistas, e depois encontrar o que fazer no turfe carioca, já descartada a hipótese de ser treinador. Jorge Ricardo é uma glória para o turfe. Francisco Leandro, o cearense que foi de São Paulo para Buenos Aires para se tornar o líder das estatísticas, sofreu uma queda, e bateu com a mão no chão, fraturando dois ou três dedos. Está em fase de recuperação e deverá voltar a montar em pouco tempo. Altair Domingos, que também obtém muito sucesso na Argentina, caiu durante os treinamentos, tendo fraturado uma costela e uma vertebra. Está em recuperação. O quarto jóquei brasileiro radicado em Buenos Aires é José Aparecido, que foi o último dos quatro para lá seguir. Está correndo, e vai aos poucos conquistando o lugar que merece.
  • 2) O garanhão alemão Shirocco é um dos reprodutores mais bonitos que eu já vi em toda a minha vida. Grande, forte, equilibrado, muito manso, aqui esteve por três temporadas em sistema de shuttle, deixando descendentes com a marca de sua qualidade principal, qual sejam, corredor e ganhador clássico, inclusive em provas de Grupo I, em sua distancia preferida, isto é, 2.400 metros como ganhador do Latino Americano no Brasil e prova de grupo nos Estados Unidos. Agora veio a notícia de que um filho dele venceu o Derby alemão. Como é característico nos garanhões de mais distancia, nascem produtos fora do padrão desejado. Por exemplo, em lugar de um filho macho que deve correr com mais de 470 kg, é comum nascerem fêmeas pequenas e com peso até inferior a 400 kg. São coisas da Natureza, mas quando vem um macho com um físico desejado, e ele cai nas mãos de um treinador competente e consciente, Shirocco mostra o que vale.

 

  • 3) O filho de Sunday Silence que foi comprado em definitivo para um grupo de criadores paranaenses chefiados pelo Haras Santa Rita da Serra e pelo Haras Springfield, de nome Hat Trick, deverá chegar ao Paraná no final de julho de 2017. É bom lembrar que esse cavalo foi o melhor milheiro do Japão e também o melhor milheiro de Hong Kong, além de deixar filhos clássicos até na Argentina, onde deixou um líder de geração. Não em termos comparativos, pois são dois cavalos diferentes, mas o outro japonês também filho de Sunday Silence que já está na reprodução no Brasil, o extraordinário Agnes Gold, foi nas pistas um ganhador de Grupo II, enquanto que Hat Trick venceu mais de uma vez provas de Grupo I. Pelas fotografias e folhetos promocionais, Hat Trick é um cavalo preto, grande, calçado apenas abaixo do boleto do posterior esquerdo. Vamos aguardar. Veja o video de HAT TRICK,  CLICANDO AQUI

 

  • 4) Os grandes jóqueis, ou pelo menos os bons, não tem vergonha em dizer que tem ídolos. Vitória Mota não esconde que o seu é a melhor joqueta sul americana, Josiane Gulart. Carlos Lavor sempre diz que o seu é Juvenal Machado da Silva. Antonio Bolino sempre citava Luiz Rigoni como seu ídolo. Luiz Rigoni tinha Irineo Leguisamo.
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