Neste 1º dia de 2017, uma pequena e merecida homenagem aos cavalariços do nosso turfe, personagens que muitas vezes passam despercebidos, porém são de suma importância não só na vitória de um animal, mas no seu bem estar durante os dias que antecedem e sucedem uma competição.
Os cavalariços são, sem sombra de dúvidas, guerreiros. Afinal de contas trabalham todos os dias, faça chuva, faça sol, nos feriados e até nos dias santos, numa rotina pesada de serviço.
O dia dos cavalariços é intenso e começa, geralmente, 4 horas da manhã. Alguns levam os cavalos para raia enquanto outros seguem para a piscina, colocando os animais para nadar. Depois retornam à cocheira, para escová-los, dar comida e água. Na parte da tarde, limpam as camas e levam para caminhar nas vilas.
São eles que acompanham diariamente o animal e amam, quase como um filho, cada animal que escovam e puxam para uma corrida. Sempre confiantes é comum vê-los, com um sorriso no rosto, dizer: “Esse cavalo que puxando aqui vai ser duro de perder”.
Nos dias de corridas, a torcida dos cavalariços por seus “bichinhos” na Tribuna dos Profissionais em dias de corridas é emocionante e empolgante e não nos deixa esquecer que, em todos os níveis, o turfe é apaixonante, do maior criador e proprietário, ao mais humilde trabalhador que faz girar a indústria das corridas de cavalos.
Sempre sem se importar se o cavalo é um 6/0 ou campeão de G1, a dedicação e o amor ao que se faz é o mesmo. Por isso, todos os cavalariços do turfe nacional, de Porto Alegre à Recife, das grandes cocheiras às menores, esses trabalhadores devem ser sempre exaltados e respeitados como parte imprescindível e indispensável do Esporte dos Reis.
por Leandro Mancuso – com participação de Fernando Lopes – fotos: Sylvio Rondinelli
